h1

Não havia lugar…

Dezembro 15, 2009

Oi pessoal,

Os últimos dias aqui nos EUA têm sido especiais, curtindo com a minha mãe e os meninos, com o Gustavo estudando muito para o final do semestre letivo, e também “respirando” o clima de Natal.

Antes de vir embora para cá, ainda no Brasil, o Senhor compartilhou comigo uma Palavra e espero que abençõe a vida de vocês. Ainda que saibamos que Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro, é bom lembrar que Ele nasceu, e a descrição do Evangelho de Lucas trouxe algo muito forte ao meu coração para meditarmos.

Lucas 2:7 diz que “e ela deu `a luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria”.

É impressionante pensar que NÃO HAVIA LUGAR para eles na hospedaria. Um projeto de Deus, uma missão de Deus, algo gerado por Deus, não encontrou lugar no hotel, onde havia a estrutura ideal. Mas sim, numa estrebaria simples e humilde, sem a estrutura apropriada, mas que se abriu, dando lugar ao plano celestial.

Talvez a hospedaria, o hotel, cheio de camas arrumadas, banheiro e “geladeira” no quarto, não esperava que os hóspedes batessem na porta tão tarde naquela noite. Ou quem sabe também não era uma hospedaria do tipo que aceita o barulho das crianças, ou um certo “tipo de gente” vinda de Nazaré. Quantas vezes nós temos tanta estrutura, mas não damos lugar aos propósitos de Deus porque Ele vem de modo inesperado, e não Se ajusta `as formas e projetos humanos. Ou quem sabe já nos abarrotamos de outros tantos projetos, e não damos lugar quando Deus bate `a nossa porta.

Pode ser que ainda hoje Deus continue encontrando lugar na “estrebaria” e não na “hospedaria”. E se você pensa que é alguém sem condições de receber e participar em algo que Deus está fazendo na Terra hoje, talvez você seja o “lugar” escolhido, por simplesmente se abrir e deixá-Lo entrar. Afinal, Deus escolheu as coisas que não são para confundir as que são, não é mesmo? Ele as reduz a nada e é glorificado! Regozije-se em simplesmente ser uma estrebaria!

Voltando meus olhos para o capítulo anterior, Lucas 1, li sobre a visita do anjo Gabriel `a jovem Maria. Fiquei mais uma vez impressionada com o diálogo entre eles, e com a tremenda resposta que ela deu ao chamado celestial.

Lucas 1:38 “Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a Tua palavra. E o anjo se ausentou dela”.

Eu sempre imagino como seria se a resposta de Maria tivesse sido diferente. Será que outras jovenzinhas foram ou teriam sido procuradas? Mas ela aceitou o chamado divino. Gabriel pôde voltar para Deus e dizer a Ele que havia encontrado lugar para o Seu filho vir ao mundo!

Maria se sujeitou `a vontade de Deus, ainda que houvesse um preço a pagar. As condições de uma mulher grávida não casada naquele tempo eram terríveis. E para gerar vida o corpo da mulher passa por muitas mudanças, ajustes, peso, pressão, e afinal, dores. Ela se dispôs e creu que o impossível aconteceria, segundo a palavra que lhe havia sido dita. Maria deu lugar a Deus em sua vida, e literalmente gerou o propósito de Deus em seu ventre, ainda que isso pudesse lhe custar tudo.

Nós também podemos escolher se vamos dar lugar a Deus em nossas vidas, em nossas estruturas, ainda que isso signifique uma visita inesperada do céu que bata `a nossa porta no meio da noite, bagunçando nossa calmaria e tranquilidade. Um projeto divino que custe nosso conforto, segurança, e que mude nosso plano de vida completamente. Pode ser que signifique arriscar nossa reputacão e planos de segurança. Podemos escolher ser uma simples estrebaria, uma jovenzinha totalmente dependente do sobrenatural, mas que dão lugar ao plano de Deus.

Se dermos lugar a Deus corremos sérios riscos, mas participaremos do céu aqui na Terra. Que privilégio! E poderemos cantar como cantou Maria: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas”. Lc 2: 46-48.

A glória será totalmente dada ao Senhor, pois em nós mesmos não serão encontradas condições naturais que expliquem o cumprimento do projeto divino, senão tão somente uma total dependência e disponibilidade.
QUE DEUS ENCONTRE LUGAR EM NÓS!

Um final de ano abençoado e 2010 de projetos divinos para todos nós! (ainda que nos custe!)

h1

Voltando para Dallas

Dezembro 8, 2009

Oi gente,

Nosso tempo no Brasil foi maravilhoso! (Muuuito corrido, mas maravilhoso! Dentista, médicos, salão de beleza – cortei o cabelo!!! – parentes, amigos, igreja…)

Gustavo ficou aqui uma semana e teve que retornar para os estudos, provas, etc. Eu aproveitei uma semana a mais. Agora preparo as malas, e o coração, para o retorno a Dallas (vai ser mais fácil porque mamãe vai comigo!). É difícil me despedir de novo das pessoas que tanto amo e da obra que o Senhor, pela Sua graça, tem me permitido realizar na nossa amada nação.

Especialmente depois do fim de semana com o DT, em que experimentamos a glória da Presença do Senhor junto com a multidão que se reuniu em Volta Redonda e em Queimados, fica difícil partir para o silêncio, para a quietude, para o meu “exílio voluntário”, como uma amiga descreveu.

Mas, tem sido muito lindo perceber o cuidado do Senhor mostrando vez após vez que estamos cumprindo a Sua vontade, e que este é um tempo precioso para nossa família.

Um dos textos que o Pai deu ao Gustavo foi Atos 8. Felipe estava sendo poderosamente usado para ministrar `as multidões. Houve grande alegria na cidade pelos milagres, pelos sinais de Deus através dele. E então, no verso 26 lemos que um Anjo do Senhor apareceu para ele e o orientou para que ele fosse para um lugar deserto. O chamado foi “dispõe-te e vai” e “ele se levantou e foi”.

E é assim que entendemos que o Pai está nos mandando fazer agora. Nos dispomos, e vamos, em obediência, e cada vez mais percebendo Seus propósitos, que são mais elevados do que podemos alcançar.

Obrigada a cada um que tem orado por mim, pela minha família, pelo DT, e espero poder retornar ao Brasil em Março, quando viajarei com o grupo para algumas ministrações e para o nosso Congresso que acontecerá no comecinho de Abril.

Escreverei novamente lá de Dallas, com certeza compartilhando da fidelidade do Pai, que está nos guiando e cuidando de nós.

h1

No Brasil!!!!

Novembro 23, 2009

Olá pessoal do BLOG,

Escrevo para compartilhar que o Pai Celestial nos presenteou com um tempo no Brasil!

O DT vai ministrar em algumas cidades do Rio de Janeiro e as datas são próximas do feriado norte americano do dia de ação de graças. Então, o Gustavo conseguiu liberação de um professor e pudemos vir juntos, como família, para passar uns dias na nossa terra amada!

Outra bênção é que é aniversário do meu pai, e posso estar aqui em Belo Horizonte celebrando a vida dele! Afinal, depois do livramento de morte que o Senhor nos deu há 3 anos atrás, fazemos questão de comemorar os aniversários mais do que nunca! Ou melhor, como meu pai mesmo diz, fazemos questão de curtir cada dia juntos!

Obrigada a todos os que têm orado por nós na nova vida que temos vivido em Dallas. Temos certeza de que este presente do céu, de estarmos aqui no Brasil por uns dias, veio para nos renovar e abençoar, para que possamos retornar ainda mais cheios do amor do Senhor por nós.

h1

Mulheres mais velhas…

Novembro 16, 2009

Esses dias tive a oportunidade de receber sabedoria e conselho de algumas mulheres mais velhas. O tempo com a Ezenete foi muito importante. Assim como a Palavra diz em Timóteo, é um ministério maravilhoso que as mulheres mais velhas devem realizar, o de instruir as mais novas com sua sabedoria.

Esta tarde eu estava conversando com outra irmã sábia, uma querida indiana, e o significado do seu nome é “perfume suave ao Senhor”. Ela já era minha conhecida porque juntamente com seu esposo e filhos ela servia na Casa de Oração em Jerusalém, onde tenho participado há vários anos do Congresso de Oração para todas as nações. Agora esta família preciosa está estudando no CFNI, e nos encontramos aqui, no play ground com as crianças, e foi uma deliciosa surpresa este reencontro!

Bem, estávamos compartilhando sobre como este novo tempo é especial. Ouvi atentamente enquanto ela me dizia para aproveitar cada instante, porque passa muito rápido. Assim como um prato de comida é colocado em nossa frente, e precisamos escolher comê-lo ou não, posso fazer a escolha certa e receber este tempo de Deus. Não posso rejeitá-lo. E realmente passa rápido! Já estamos quase terminando o mês de Novembro! Este semestre do curso do Gustavo já está quase no fim!

Ela também me falou sobre duas estratégias do inimigo. Primeiro ele tenta nos parar pela frente. Tenta nos intimidar e impedir de agir. Mas, quando vencemos, pelo poder do nome de Jesus e de Seu sangue, e conseguimos romper e nos mover, vem a segunda tentativa de Satanás. Ele tenta nos empurrar por trás para que nos movamos rápido, sem parar, sem trégua. É a tentação do ativismo no próprio ministério, na Obra de Deus, ou em tantas atividades de nossas vidas.

Pouco a pouco entramos em um ritmo acelerado e vamos perdendo nossas prioridades. Deus e a família vão sendo deixados de lado. Até nos “encontramos” dentro de casa, mas muitas vezes são tão breves momentos, sem profundidade e intimidade. As responsabilidades são cumpridas, mas o relacionamento é raso, tanto com Deus quanto com as pessoas.

Para nossos filhos não há substitutos. Somos os únicos pais que eles podem ter. Preparar é melhor do que reparar. E as investidas do inferno hoje estão cada vez mais ousadas. Antigamente, para ter nosso caráter contaminado precisávamos sair, ir a algum lugar, mas hoje, um clique errado no computador pode sujar as mentes dos nossos filhos.

Para o casamento este tempo de pausa também tem sido importante, pois nunca ficamos tão juntos! Estamos descobrindo o relacionamento de novo! Como um depósito de Deus em nosso interior estamos recebendo algo que nos fortalecerá para o futuro. Brechas vão sendo fechadas e curadas, pois só o Pai sabe os desafios que viveremos servindo ao Senhor daqui para frente.

Espero que estes conselhos que recebi sirvam para abençoar e edificar de alguma maneira. Mesmo que muitos de vocês não estejam como nós, fora do contexto do dia a dia corrido do Brasil (ainda que vivamos outras correrias!), sei que os princípios podem ser aplicados a todos. Que as prioridades sejam recolocadas em seus devidos lugares em cada um de nós. Que os relacionamentos, com Deus, com a família, com as pessoas, sejam fortalecidos.

Que preciosa conversa com a irmã indiana. Que nossas vidas e famílias sejam como seu nome diz: um cheiro suave ao Senhor…

h1

Sensibilidade aos atos de Deus

Novembro 14, 2009

Olá gente, aqui é o Gustavo. (Nem sempre me lembro de me apresentar).

Pode parecer estranho, mas o lugar onde estamos mais sensíveis para perceber os atos de Deus não é o lugar da bonança, mas, sim, o lugar do deserto. Muitos dos salmos de Davi foram escritos não no palácio, mas, no deserto. Moisés recebeu o seu chamado no deserto (Êxodo 3.1-2). Quando queria desistir de tudo, Deus levou Elias não à um lugar de maravilhas, mas, ao deserto do Sinai, ao monte Horebe (1 Reis 19). Quando o povo de Israel havia se tornado insensível, Deus decidiu que iria novamente levar o seu povo ao deserto para ali falar-lhe ao coração (Oséias 2.14). João Batista viveu no deserto, recebendo de Deus, até o tempo em que deveria se manifestar ao povo de Israel (Lucas 1.80). O apóstolo Paulo, logo depois da sua conversão no caminho de Damasco, viveu por três anos nos desertos da Arábia (Gálatas 1.17-18). Por diversas vezes, durante o seu ministério, Jesus se retirou para os lugares solitários a fim de orar, se relacionar com o Pai (Lucas 5.15-16).

O deserto é lugar de encontro com Deus e, portanto, lugar de ouvirmos aquilo que Deus tem para nos dizer. Às vezes corremos tanto, envolvemo-nos em tantas atividades, participamos em tantos ministérios, ouvimos tanta gente, que não conseguimos parar para ouvir a voz do nosso Amado. Temos tempo para todos, mas não temos tempo para estar com Aquele que é a razão da nossa vida e o motivo da nossa existência!

Aliás, muitas vezes, nem mesmo nos lembramos de que Deus existe e que está perto. Pelo contrário, por causa da nossa inteligência, capacidade, recursos, relacionamentos, habilidades, consciente ou inconscientemente, chegamos a pensar que somos bons, fortes, capazes, inteligentes e habilidosos. Nem nos lembramos de que Deus é quem opera tudo em todos e de que toda boa dádiva e dom perfeito vem do Pai das Luzes. Até que…

Até que, por sua providência, Deus nos leva para o deserto, que, nesse contexto, não é necessariamente um lugar geográfico, mas, sim, lugar de falta, de carência, de limitações, de sequidão, de quentura e de não-beleza. E, assim, quando nos encontramos mais fragilizados e menos confiantes em nós mesmos, nós nos encontramos com Aquele que, se de um lado, resiste ao soberbo, de outro lado, concede graça ao humilde. No deserto, tornamo-nos mais sensíveis aos atos de Deus.

É no deserto que percebemos que o nosso pão de cada dia é fruto não do nosso esforço, mas da bondade de Deus. É ali que percebemos que o nosso pão é e sempre foi pão do céu! É no deserto que percebemos que a água que bebemos, fonte de vida, nasce da Rocha, que é Cristo! É ali que entendemos que a provisão é sempre fruto de um milagre! E que as nossas roupas não gastam! E que a nossa saúde só pode ser preservada por Deus!

De repente, começamos a perceber que a nossa vida não é vivida por acaso, mas que é cheia de propósito. E que tudo o que temos (ou não temos); tudo o que somos (ou não somos); sim tudo nos é dado por Deus. Ali, naquele lugar, o nosso coração é convertido e se rende completamente aos cuidados do Criador. Ali, reconhecemos que só existe um único Deus, e que esse deus não somos nós mesmos; pelo contrário, é o Deus Triúno.

h1

O deserto

Novembro 12, 2009

O deserto, diferentemente do que alguns podem pensar, não é um lugar de solidão, mas, sim, de encontro. É na experiência do deserto que somos levados a nos encontrar com nós mesmos e com Deus. Sem dúvida, é estranho imaginar que não nos conhecemos. Afinal, convivemos com nós mesmos o tempo todo! Contudo, geralmente nos esquecemos de que o nosso coração é extremamente enganoso. Por vezes sem conta, ele nos prega peças, ele nos engana, ele nos ilude, ele nos faz pensar que somos o que não somos e que temos o que não temos.

Muitas pessoas são levadas a imaginar que são boas porque fazem coisas boas. Contudo, o que muitas pessoas podem não perceber é que fazem coisas boas, não por causa dos outros, mas, sim, por causa delas mesmas. Ajudam os outros por egoísmo ou vaidade: ou querem aliviar a consciência de alguma culpa ou desejam ser admiradas pelo que fazem. Outros, por sua vez, podem ajudar por simples motivação política, e, não, porque amam alguém e se importam com o povo.

Por isso a experiência do deserto é fundamental para a caminhada cristã. Enquanto o coração tenta nos esconder de nós mesmos, Deus usa o deserto para nos levar ao encontro daquilo que realmente somos. Percebemos que aquilo que imaginávamos ser não é aquilo que realmente somos. No deserto, nós somos desmascarados e as realidades mais escondidas do nosso coração são trazidas para fora. Aqueles quartos da nossa alma, que durante anos permaneceram fechados e “protegidos” pela escuridão, têm as suas portas abertas e seus segredos revelados.

A ira, outrora oculta, é revelada. A ansiedade, antes guardada na escuridão, vem para fora. A arrogância, que antes se escondia atrás de uma falsa humildade, vêm à tona. O medo, que se ocultava atrás de vestes de coragem, mostra a sua força. A liberalidade, que parecia tão altruísta, mostra-se como fruto do egoísmo. A santidade, que parecia motivada por amor a Deus, revela-se motivada pelo apego ao legalismo. No deserto, as portas do coração são escancaradas e o manso pode revelar-se iracundo; o tranquilo, ansioso; o humilde, arrogante; o corajoso, cheio de medo; o altruísta, egoísta; e o santo, legalista.

Quando o povo de Israel estava para entrar na Terra Prometida, o Senhor lhes falou sobre o deserto como esse lugar de encontro do homem consigo mesmo: “Recordar-te-ás de todo o caminho pelo qual o Senhor, teu Deus, te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos” (Dt 8.2).

Não era Deus quem precisava conhecer o coração dos israelitas. Deus conhece todas as coisas, inclusive as profundezas do coração do homem. para o deserto. Mas eram os israelitas quem precisavam se conhecer a si mesmos. E por isso, Deus os levou ao deserto! Eles precisavam descobrir quem eles realmente eram! Eles não se conheciam de fato!

Depois de terem saído do Egito, os israelitas fizeram aliança com Deus e proclamaram em alta voz que eram e sempre seriam fiéis e obedientes a Deus. Contudo, a experiência do deserto revelou o contrário acerca desses homens e mulheres. Repetidas vezes, eles mostraram que, no seu coração, eles eram murmuradores, inconstantes e desobedientes. O deserto foi o lugar onde os israelitas puderam saber quem eles realmente eram e o que estava guardado em seus corações.

Por outro lado, o deserto é também o lugar do encontro com Deus. É somente nesse lugar onde as nossas fraquezas são expostas, as nossas forças se acabam, os nossos argumentos cessam, a nossa beleza vai embora, o nosso dinheiro desaparece, os nossos limites são revelados e a nossa humanidade se manifesta; é somente nesse lugar que reconhecemos a nossa necessidade de Deus. E, para a nossa surpresa, os nossos olhos são abertos para percebermos que Deus sempre esteve ali, do nosso lado, aguardando o momento em que buscaríamos por Ele. O deserto é o lugar onde percebemos que Deus está sempre perto e sempre disposto a graciosamente se encontrar conosco.

h1

Bênçãos que nem sei contar…

Novembro 6, 2009

Ah! Quantas coisas eu poderia compartilhar com vocês! São tantas bênçãos que nem sei contar! Mas, vou tentar recapitular e dividir um pouco do que o Senhor tem feito nos últimos dias em minha vida.

Na semana passada fui com a Zê e meus dois principesinhos para a Suíça. A alegria de estar com ela, que é como uma mãe para mim, era muito grande (Vocês iriam rir se pudessem me ver pulando até a porta quando ela chegou do aeroporto!). Deus nos abençoou nos vôos, conexões, e os meninos ficaram tranquilos todo o tempo. Apesar de muuuito cansadas, chegamos felizes na Suíça e com muita expectativa do que Deus estava preparando ali.

Fomos recebidas pela Lili, (que nos foi “emprestada” pelo Pastor Cirilo : ), e que acredito que será nossa parceira em tudo o que fizermos pelos lados da Europa). Ela e uma grande equipe de voluntários trabalharam muito para que o evento, 3 noites de adoração, fosse realizado com muita excelência. O Senhor foi glorificado!

Lili nos levou para o hotel onde nos encontramos com a equipe do DT, e além de ser muito tocada pela paisagem maravilhosa das montanhas e lagos suíços por onde passamos, foi emocionante rever e abraçar meus irmãos em Cristo do DT! Quanta saudade!

No dia seguinte tive a alegria de receber o Gustavo, que conseguiu que um professor do mestrado o liberasse e ele pôde se juntar a nós para o fim de semana. Nas palavras da própria Zê, nós dois nunca ministramos juntos como desta vez. Acredito que, mesmo sem perceber, este “exílio voluntário” que estamos vivendo já está nos unindo mais, trazendo uma nova unção, especialmente para o nosso casamento e família.

Os irmãos suíços também me marcaram muito. Além dos brasileiros e latinos, haviam muitos europeus, e muitos suíços participando, e o Espírito Santo rompeu com as nossas diferenças culturais e nos fez adorar juntos em liberdade. Eu não conseguiria expressar aqui cada momento, cada experiência que vivi durante as ministrações. Foi impactante perceber que Deus está movendo poderosamente no continente europeu, e nos usou, pela Sua graça, para profetizar mais e mais vida naquele lugar. A igreja que nos recebeu é viva, e tem feito diferença ali, alcançando as pessoas, tanto suíços quanto imigrantes, levando o testemunho de Jesus.

Voltei para Dallas com meu coração renovado, e marcado pela comunhão com os preciosos irmãos com quem pude estar nesses dias. Os do DT, a Lili, os irmãos do hotel Seeblick, os pastores Gerardo e Susi, Paulo e Rosa, Susan, Helga, Mathias e Joachim, e muitos que não me lembro o nome mas que me impactaram com seu serviço e amor ao Senhor. A Igreja do Senhor Jesus é linda em toda a terra.

Agora aproveito os últimos dias com a Zê em nossa casa aqui nos EUA. Hoje fomos buscar o Isaque na escola e ela pôde orar ali, conhecer e abençoar a professora, e estamos muito felizes simplesmente de viver o dia a dia da nossa nova vida com ela aqui. Tenho cozinhado, cuidado das roupas, da casa, e ela vai levar as boas notícias para o Brasil sobre como estou me saindo! (Risos). Aqui ela também tem podido conhecer as pessoas que estão ao meu redor. Deus tem sido bom e tem colocado gente preciosa ao meu lado. `As 4as `a noite começamos uma reunião de oração aqui em casa, e ela pôde conhecer o pessoal e trazer uma palavra de ânimo a cada um de nós.

Bem, acho que posso parar por aqui. Deve ter dado para perceber que têm sido dias especiais, cheios de muitas alegrias e de bênçãos. E como diz a música 3 do “Tua Visão” (que não pára de tocar aqui em casa!), são tantas bênçãos que nem sei contar…

h1

Como Jesus

Outubro 26, 2009

Queridos do Blog, aqui é a Ana.

Hoje tenho várias bênçãos para compartilhar. Uma é que o “Tua Visão” está abençoando muitas pessoas, tocando os corações! E eu devo receber meu CD e DVD daqui a pouco aqui nos EUA, pois chega hoje uma visita muito especial do Brasil para nós: A Zê! Isso mesmo! A Ezenete está chegando, pois veio para me ajudar a viajar com os meninos para a Suíça esta semana. Estarei me encontrando com a equipe do DT em Zurique, onde ministraremos a pessoas de várias partes da Europa que se reunirão ali para buscarmos ao Senhor juntos. Muitas bênçãos, não é mesmo? Se puderem orem por este tempo ali também.

Mas, queria muito compartilhar uma experiência que tive neste Domingo. Eu confesso que há dias mais fáceis e outros mais difíceis para mim, e este Domingo foi bem difícil. Quando Gustavo me perguntou o que eu queria, eu respondi que queria ir embora para o Brasil. Acredito que um dos motivos foi que dormi mal. A noite picada, acordando várias vezes pela madrugada, me deixou mais frágil. Gustavo orou por mim e pedi a ele que eu pudesse ficar em casa. Ele saiu com o Isaque e eu voltei a dormir com o Ben.

Foi uma soneca de apenas mais uma hora, mas quando eu acordei uma música enchia o meu coração. “Eterno Rei, exaltado nas alturas, glorioso no céu. Humilde vieste `a Terra que criaste. Por amor pobre Se fez. Vim para adorar-Te…”. Eu cantei e cantei, e o Espírito Santo foi aplicando `a minha situação um pouco da renúncia que o próprio Senhor Jesus fez para vir ao mundo.

Sei que é em uma dimensão infinitamente menor, mas pude entender que minhas renúncias (conforto, ajuda, familiaridade), e a oportunidade que tenho tido de servir meu marido e meus filhos nas coisas de casa (lavar, passar, cozinhar, limpar) têm me levado a ser mais como Jesus.

Cantei a outra parte da música: “Eu nunca saberei o preço dos meus pecados lá na cruz”. E pude ver além da dor do sofrimento do calvário, mas o preço de ter deixado a Casa do Pai, a glória. E Jesus poderia ter vindo ao mundo modernizado, com água encanada, energia elétrica, carro, mas veio em uma época muito mais desconfortável. A imagem do Senhor amarrando a toalha ao redor da cintura e Se abaixando para lavar os pés dos discípulos me veio forte `a mente. Quanta humilhação! Mas era Ele mesmo Se humilhando, Se encarnando.

Ao me levantar (graças a Deus Benjamim continuou dormindo um pouco mais) fui ler a minha Bíblia. Terminei Efésios 6 (era o capítulo da semana de um grupo de mulheres com quem estou orando) e a expressão “ficar firme” aparece várias vezes, e isso me fortaleceu. Decidi continuar e ler Filipenses, afinal, é a carta da alegria cristã, mesmo em meio a dificuldades (Paulo escreveu da prisão “alegrai-vos, alegrai-vos, alegrai-vos”).

Logo me deparei com “Aquele que começou a boa obra… é fiel para completá-la” (ir até o fim, não desisitir – Deus vai me levar até o fim neste propósito). E, para minha surpresa ao perceber a orquestração do Espírito, cheguei em Filipenses 2: 5 a 11.

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo…”. Ele não Se apegou em ser Deus. Ele Se esvaziou e assumiu a forma de servo. Ele Se tornou homem. Ele Se humilhou, até o fim, morrendo na cruz.

Chorei muito, e entendi um pouco mais que um dos propósitos de Deus nesta minha experiência é me tornar mais como Jesus. Deixando o que deixei e nas coisas mais simples, servindo, sou quebrantada e desço, desço, assim como Ele desceu. Me encarno, me torno mais ser humano, assim como Ele virou gente.

Terminei o dia ontem cansada, de tanta obra de Deus que fiz. Isso mesmo, pois lavar, cozinhar, limpar, cuidar da minha família ou SERVIR quem quer que seja, se tornou para mim a grande obra de Deus. Obra que Ele está fazendo em mim, acima de tudo, para que eu seja um pouco mais como Jesus. Apenas isso já faz valer a pena.

h1

“Não de mal”

Outubro 21, 2009

Oi gente, aqui é a Ana.

Um dos versículos preciosos em minha vida tem sido Jeremias 29:11.

“Eu é que sei que pensamentos tenho sobre vós, diz o Senhor. Pensamentos de paz e não de mal, para vos dar uma esperança e um futuro”.

Há anos esse texto faz parte de mim. Como uma marca do cuidado do Pai, muitas vezes eu me deparo com ele, nas mais diversas ocasiões.

Por exemplo, quando estávamos procurando a escola para o Isaque eu passei momentos de muita aflição. Não sabíamos onde era um bom lugar, se conseguiríamos vaga, etc e etc.

Então, quando decidimos pela Escola que ele frequenta, no primeiro dia de aula, a professora trouxe uma meditação exatamente nesse texto, Jer 29:11. Foi um bálsamo para mim. E qual não foi minha surpresa ao ver um dia desses, gravado em um dos tijolos na calçada na frente da porta por onde ele sai, o mesmo versículo.

Hoje tivemos uma apresentação do Isaque na Escola. Fui muito empolgada para tentar me socializar com outras mães e pais. Preparamos a “fantasia” de soldado para que ele fizesse parte da peça que contava a história do nascimento de Moisés. Mas ele não quis participar. Chorou (como muitas crianças fazem), e disse que queria ficar como o coleguinha do Brasil, o Guilherme (seu melhor amiguinho, que não participava das apresentações também). Ele sempre diz que a professora dele é a Cássia, e não a daqui (e isso dói…). Benjamim chorou e precisei sair com ele para o banheiro, pois era o único lugar mais privado para amamentá-lo. Quando saí não me encontrei com ninguém mais. Nem mesmo o Isaque, que já tinha ido para a salinha.

Bem, o motivo de descrever tudo isso é que voltei para casa muito entristecida e pensando: “Meu Deus, não deixa essas experiências machucarem o meu filho…”. E enquanto eu tentava me recuperar, Gustavo colocou um CD do Kent Henry cujo título é exatamente Jer 29:11, e que fez parte da minha história da primeira vez em que estive aqui em Dallas, há 14 anos atrás.

A voz do Kent cantou: “Plans to prosper you, not to harm you” (planos para te prosperar, não para te fazer mal). E isso saltou no meu coração… “not to harm you” (não de mal).

Preciso e posso crer que estas experiências não nos farão mal, mas bem. E oro para que você também, mesmo nos momentos difíceis, possa crer que os planos de Deus, os pensamentos dEle a seu respeito, ainda que aos seus olhos doam, não vão te fazer mal, mas bem, e te darão uma esperança e um futuro.

h1

Quero ser conhecido!!!

Outubro 19, 2009

Oi pessoal, aqui é o Gustavo.

Há algum tempo atrás, folheei um livro com o título “Sociedade do espetáculo”. O autor diz que vivemos num tempo em que somos bombardeados com a idéia de que o mais importante é sermos vistos, aparecermos, sermos reconhecidos e admirados pelos outros. Sem dúvida, todos nós, crentes ou não, estamos debaixo dessa propaganda e influência. A igreja não está fora do mundo!

Contudo, apesar de estarmos no mundo, não podemos nos deixar levar pelas suas correntezas. Pelo contrário, precisamos dia após dia nos despojar dessas vestes que a sociedade sem Deus quer colocar sobre nós. Não estamos imunes e nem distantes das influências da sociedade do espetáculo. O nosso coração já foi tocado por Deus, mas ainda não foi completamente transformado. Ainda existem em nós alguns resquícios de mundaneidade.

Algumas vezes, podemos fazer as coisas levados sutilmente pelo simples desejo de sermos vistos pelos outros: compramos uma roupa porque queremos impressionar alguém; entramos em uma nova escola porque é o lugar da “hora”; escrevemos livros porque queremos ser conhecidos; damos presentes para sermos apreciados. Manipulamos o mundo à nossa volta porque queremos chamar a atenção dos outros para nós mesmos.

Até mesmo os nossos exercícios espirituais podem estar sob a influência das correntes da sociedade do espetáculo: podemos orar para dizer que oramos; ir à igreja para dizer que fomos; evangelizar para dizer que evangelizamos; fazer todas as coisas para tentar impressionar os outros e chamar a atenção deles para nós.

Jesus sabia que no seu próprio tempo havia pessoas que estavam sobre a influência do desejo de serem vistas. Por isso ele disse: “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste (…) Quando, pois deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas (…) Quando orardes, não sereis como os hipócritas (…) Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas” (Mateus 6.1,2,5,16).

Segundo Jesus, essas pessoas eram conhecidas na terra, mas não eram conhecidas nos céus; eram admiradas na terra, mas não eram admiradas nos céus; recebiam presentes na terra, mas não tinham qualquer galardão nos céus; tinham o dia-a-dia, mas não tinham a eternidade! Elas haviam ganhado o mundo inteiro, mas haviam perdido a própria alma.

O remédio que Jesus apresentou contra o vírus da sociedade do espetáculo foi o secreto. Quanto mais tempo investimos em nosso secreto com Deus, mais fortalecidos nos tornamos para vencer as influências do mundo sem Deus.

Isso significa que ao invés de buscarmos o espetáculo, devemos buscar o secreto; ao invés de ansiarmos por sermos conhecidos dos homens, investindo maior tempo nas aparições públicas, devemos ansiar por sermos conhecidos de Deus, investindo maior tempo no secreto; ao invés de investirmos mais tempo falando de Deus para as pessoas, devemos investir mais tempo falando das pessoas para Deus. Afinal, é Ele quem tem o poder para transformar os corações. E o seu agir não está associado ao nosso muito falar. Enquanto a quantidade das nossas palavras nunca pode mudar alguém, o poder de Deus sempre pode!

E esse poder, dado por Deus, está disponível a todas as pessoas, no secreto. Foi, quando estava no deserto da Judéia, no secreto, que João Batista recebeu a Palavra (Lc 3.1-2). Era no secreto que Jesus se renovava (Lc 5.15-16). Foi quando estavam no secreto, que os apóstolos foram cheios do Espírito Santo (At 2.1-2). Foi, durante o seu tempo nos desertos da Arábia, no secreto, que Paulo aprendeu o evangelho (Gl 1.15-17).

O secreto é o lugar do renovo, da capacitação, do fortalecimento, do enchimento do Espírito Santo, do recebimento do poder e da Palavra que, recebida no secreto, precisa ser proclamada em público para a sociedade do espetáculo.