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Rússia - Parte IX

Maio 8, 2008

Nosso último dia na Rússia foi marcado pelos ajustes finais na arrumação das malas, e por um encontro muito especial com outros missionários brasileiros que servem a Deus em Moscou. Eles são missionários da Jocum e atuam em diferentes áreas. Algumas moças servem em orfanatos públicos, todos auxiliam em Igrejas, alguns pastoreiam jogadores de futebol brasileiros que trabalham em Moscou, e vivem entre o povo, se misturando, sendo sal e luz, um testemunho do amor de Jesus naquele país.

 

Pudemos adorar junto com eles e orarmos uns pelos outros. Foi precioso ouvir algumas de suas histórias sobre evangelismos, e os desafios da vida naquele país. Uma jovem russa, convertida ao Senhor Jesus, estava com eles. Ela compartilhou sobre como o temperamento brasileiro é querido pelos russos, que amam nossa maneira alegre e descontraída de ser. Como estávamos gravando com a nossa câmera, fizemos questão de registrar os recados que os missionários tinham para deixar à Igreja brasileira sobre a contribuição que podemos dar na evangelização dos povos e no apoio aos missionários no campo. Joy e Juan, particularmente, têm um testemunho muito forte sobre as lutas que passaram antes e a alegria de serem pastoreados e sustentados pela Igreja da Lagoinha desde 2007. Eles não se sentem sozinhos mais, pelo contrário, são parte de uma família que se importa e que valoriza o sacrifício que têm feito ao deixarem o conforto do seu país, sua cultura, suas famílias, para amarem a Rússia.

 

Pegamos o vôo no começo da tarde e fizemos o caminho de volta – Moscou, Paris, Rio de Janeiro, Belo Horizonte. Parece que na medida em que nos aproximávamos de casa, a saudade dos amados, que estava contida, apertou o coração. Mal podia ver a hora de segurar Isaque no colo, e de abraçar meu amado esposo. Foi maravilhoso chegar em casa, entregar os presentes, compartilhar as bênçãos. O cansaço era muito, e talvez por causa da intensidade dos dias que vivemos, do pouco sono e da adrenalina que começava a baixar no corpo, caí de cama, com febre alta por dois dias. Tive que me levantar e recomeçar a rotina de muito trabalho aqui, e aos poucos, com a graça de Deus, prossegui cumprindo o chamado.

 

Da Rússia, muitas saudades, e o desejo de voltar e contribuir um pouco mais com a obra de Deus naquela amada nação e demais povos eslavos. Espero ter conseguido transmitir um pouco das muitas experiências que vivi junto com a Ezenete e o Sérgio, mas certamente, há impressões que são impossíveis de serem compartilhadas. Peço ao Espírito Santo que use essas poucas palavras para despertar alguns da Sua Igreja no Brasil, a fim de valorizarmos o que Ele tem nos dado em nosso país. Mesmo sendo às vezes ainda pouco aos nossos olhos, é uma grande riqueza se comparada ao que as nações, famintas, estão experimentando. Vamos levar aos povos o amor e a glória de Deus que têm sido derramados no Brasil. Vamos patrocinar a colheita desses últimos dias (lá na Rússia, onde não têm condições de comprar, distribuímos gratuitamente nossos CDs e DVDs, e por isso precisamos que a Igreja brasileira compre nossos produtos e sustente financeiramente nosso ministério). Vamos cumprir a expectativa que as nações têm de que o Brasil seja o grande celeiro missionário, que levará provisão, e alimento espiritual aos confins da Terra.

 

Voltei da Rússia como os discípulos que, após servirem a multidão com os 5 pães e 2 peixinhos multiplicados por Jesus, voltaram para suas casas, cada um, com um cesto cheio. Voltei mais que abençoada por tudo o que vivi ali.

 

Spassíba Iessús! Obrigada, Jesus! (No meu russo aportuguesado)

 

 

Este é um e-mail que recebi e compartilho agora com vocês! Aí vão o e-mail original e a tradução logo abaixo.

 

Dear Ana, greet you in the Lord.

We were very blessed by your ministry on conference in Zvenigorod, Russia, in April. And the blessing that we have given, we transmit all the church in Krasnodar and further. At this time the copies of your discs have already been sent in Moscow, Volgograd, Sochi. In May there will be a great conference of servants and pastors of churches from south Russia. We will spread these discs through them. Besides, we are working at the translation of the discs. Now we have ?Príncipe da Paz? & ?Esperança?  being translated (for titres). When the work be over, we will send you texts in Russian. We are very grateful to our Lord for our meeting and  we are praying for your service. God bless you. Group of praising of church and Yury Krivonos personally. In Jesus with love.

 

 

Querida Ana, te cumprimento no Senhor.

 

Nós fomos muito abençoados pelo seu ministério na conferência em Zvenigorod, Rússia, em abril. E as bênçãos que recebemos, nós transmitimos a toda a igreja em Krasnodar e adiante. Neste momento as cópias dos seus CDs já foram enviadas para Moscow, Volgograd, Sochi. Em maio haverá uma grande conferência de servos e pastores das igrejas no sul da Rússia. Nós vamos espalhar esses CDs no meio deles. Além disso, estamos trabalhando na tradução deles. Até agora já temos Príncipe da Paz e Esperança sendo traduzidos. Quando o trabalho estiver concluído, nós te mandaremos o texto em russo. Somos muito gratos ao Senhor por termos te conhecido e estamos orando pelo seu trabalho. Deus te abençoe. O grupo de louvor da igreja e Yury Krivonos, pessoalmente. No amor de Jesus.

 

 

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Rússia - Parte VIII

Maio 7, 2008

Chegamos bem tarde ao apartamento da missionária Joy, onde seu esposo Juan, argentino, e seus dois filhos gêmeos, Amanda e Lucas, nos hospedariam pelos próximos dois dias na Rússia. Comemos, e assim que nos acomodamos, dormimos, e nos levantamos no dia seguinte prontos para conhecer um pouco da cidade.

 

Fomos de metrô para todo lado. Aliás, os metrôs russos são maravilhosos, herança do comunismo que valorizava muito as artes, e cada estação tinha algo especial, se transformando em um passeio, um show à parte. Mas o Senhor preparou um encontro especial para nós naquele dia no metrô. Uma senhora começou a falar conosco, o que não é muito comum para os russos, introspectivos, e pediu que orássemos pelo seu país, nos dando uma nota do dinheiro da Bielo Rússia! Descemos na próxima estação e oramos com ela. Foi um sinal de Deus para nós!

 

Ao descermos pelas ruas que nos levaram à Praça Vermelha, pudemos ver o moderno e o antigo convivendo juntos. Arquitetura belíssima, e o triunfo do capitalismo, com lojas caríssimas, grifes internacionais, o mundo globalizado. Bem em frente ao túmulo de Lênin, um antigo prédio foi transformado em Shopping Center. Dizem que se estivesse vivo, ele estaria transtornado. Tiramos fotos diante da Catedral ortodoxa mais conhecida da Rússia, cartão postal do país, e assistimos a uma troca da guarda diante do monumento em homenagem aos soldados mortos na Segunda Guerra Mundial. Vimos algumas noivas, que são as únicas pessoas autorizadas a entrarem, colocando flores no monumento. Esse é um costume das noivas moscovitas, pois muitas noivas do passado perderam seus noivos para a guerra.

 

Mais importante, porém, foi um tempo de oração que tivemos em frente ao Kremlim, o centro do governo russo. Além de abençoarmos as autoridades, clamamos a Deus para que intervenha nas leis que têm tentado tornar impossível a permanência dos missionários estrangeiros no país. Apesar do comunismo ter caído, ainda há perseguição contra os cristãos na Rússia e em muitos países da antiga União Soviética.  Antes também perseguida, agora a Igreja ortodoxa se uniu ao Estado, e persegue as demais denominações cristãs. Nem mesmo o papa romano é bem vindo lá. As Igrejas não podem construir templos e alugam salões com dificuldade. Algumas vezes, a cada domingo se reúnem em um local diferente. Há pouco tempo, uma Igreja russa, que recebeu ajuda brasileira para construção de um templo, teve o prédio queimado, e o governo confiscou a propriedade que tinham adquirido para os acampamentos e retiros espirituais. Muitos missionários já deixaram o país, e sua liderança nas obras que conduziam faz muita falta. Cremos que haverá um milagre.

 

Fizemos um passeio de barco pelo rio Moscou. Pudemos admirar um pouco mais a arquitetura da cidade. Eu e a Zê aproveitamos para orar pela bandeira russa, que tremulava ao vento gelado na proa do barco. No dia seguinte também passeamos, fomos a uma feira de artesanato, de onde trouxemos lembranças para os nossos queridos. Ali na feira Ezenete pôde orar por uma mulher, pois seu coração se moveu por ela. Ao sairmos dali, para honrar o Sérgio, que é um músico sinfônico, assistimos a uma ópera francesa que estava sendo executada em um dos muitos teatros de Moscou. Se tivéssemos mais tempo, teríamos ido a São Petesburgo, principal capital da arte na Rússia, onde está o túmulo de Tchaikovsky e do escritor Dostoiévsky, mas ficou para uma próxima vez, se Deus permitir. Dizem que se alguém gastar 3 minutos diante de cada obra de arte nas ruas de São Petesburgo, levará 3 anos para conhecer tudo! Além disso, dizem ser imperdíveis as viagens de trem, que cortam todo o país e são uma aventura especial. Realmente, só vimos uma pequena parte da belíssima Moscou, e deste imenso pais que é a Rússia.

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Rússia - Parte VII

Maio 6, 2008

Uma das primeiras pessoas com quem me encontrei antes de entrar no salão para o culto da manhã foi um homem russo, que mora nos EUA, e que me pediu o contato para comprar nossos materiais. Além disso, ele me perguntou se eu tinha algum livro escrito com as coisas que eu havia ministrado, pois ele possui uma editora que publica material cristão para a língua russa. Eu fiquei maravilhada. Era mais uma confirmação do querer do Senhor, e espero, em breve, começar a escrever.

 

Mal pude adorar ao Senhor com o grupo russo que ministrava naquela hora, pois fui impelida a me encontrar do lado de fora do salão com o ministro Igor Ivanov e sua equipe, e pedi que orássemos juntos. Na noite anterior intercedemos por eles que têm um ministério profético e o som de sua voz é como o rugido o Leão de Judá! Agora eu sentia que eles deveriam orar por mim, e foi muito forte e especial. Desde a primeira vez que me viu ele disse ter tido a impressão de que eu estava grávida espiritualmente, e naquele momento, em meio à intercessão e palavras proféticas, eu tive dores de parto e nasceu algo novo, para as nações. Foi ali, bem debaixo do mapa da Rússia e dos países eslavos. Deus tem algo para fazer através da minha vida nestas nações.

 

Aliás, preciso registrar que entendi um pouco mais o chamado que Deus me deu na minha adolescência, aos 16 anos. Em um congresso de jovens, minha primeira viagem para fora do Brasil, ouvi Deus falando sobre a Albânia, e agora vejo mais claramente que abrangia todos os países do leste europeu, principalmente os marcados pelo comunismo. Nasceu algo muito forte naquela manhã, uma liberação da minha vida para as nações. Foi lindo também ouvir as palavras proféticas que Deus entregou ao Sérgio e à Zê, especialmente sobre ela ser mais que um general, mas uma filha amada de quem o Senhor ama o olhar e as risadas (e na madrugada ela riu!).

 

Ezenete também teve um encontro especial naquela manhã com um grupo de irmãos que quer iniciar um ministério de intercessão. Eles manterão contato através da Joy, que traduzirá os e-mails para o português e fará a ponte entre eles e a Zê. Aliás, preciso registrar que o irmão, líder desta equipe que está começando a trabalhar com intercessão, me procurou para dizer que enquanto eu ministrava na noite anterior sobre o Senhor mudar o nome das nossas nações (Isaías 62), ele sentiu que Deus estava me dando um novo nome. Eu me chamaria “Sino”. Mal pude acreditar no que ouvi, pois um pouco antes me contaram que o nome da cidade onde nos reunimos, significava “Sino”, e ele não sabia. Algo realmente estava acontecendo na minha vida naqueles dias. Um sino, que chama para a guerra, que comunica o fim dela, que marca a hora, que chama para a adoração. Um sino.

 

À tarde, para encerrar o Simpósio, tivemos um tempo especial de adoração e intercessão pelos países ali representados. Ezenete ministrou em português, eu traduzi para o inglês, e a Yúlia, nossa preciosa intérprete, traduziu para o russo. Ao término, mal pude me segurar quando Andrei, líder de louvor de Minsk, encerrou o congresso cantando “Em Jesus sou mais que vencedor”, em russo. Foi forte demais para mim. Eles nos deram um lindo buquê de flores, um tambor e uma guitarra de plástico para que eu trouxesse para o meu filho Isaque (presente do filho do Andrei, que tocava junto ao pai todo o tempo no púlpito).

 

Nos despedimos calorosamente dos irmãos congressistas, e antes de irmos embora para Moscou, tivemos um encontro com os organizadores, a equipe da Bielo Rússia, e uns pastores do “Oriente distante”, região a 40 km do Japão, onde querem que voltemos em Novembro para ministrarmos em um congresso que alcançará melhor os irmãos daquela área. Foi muito precioso, e não poderíamos ter partido sem esse tempo de agradecimento e oração com eles. O Senhor nos levou a marchar, profetizar, cantar sobre a Bielo Rússia, e esta simples reunião ficará para sempre em meu coração. Foi mais uma lição prática para os irmãos sobre como, em espírito, podemos pelejar pela nossa terra, e não simplesmente assistir aos estragos que as trevas querem fazer. A Bielo Rússia está sendo ameaçada a voltar ao comunismo. Em nome de Jesus cancelamos esta investida do inferno.

 

Partimos para Moscou, e o coração agora tinha expectativa do que Deus estava preparando para nós nos próximos dois dias, junto aos missionários brasileiros, e nos locais em que passearíamos na bela capital russa.

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Rússia - Parte VI

Maio 5, 2008

O inimigo armou uma cilada para tentar me tirar a concentração antes da reunião da noite. Tenho aprendido que é importante cultivar a atmosfera da glória de Deus com palavras que exaltam o Senhor, cantando canções de adoração com a boca e com o coração, pensando naquilo que edifica, especialmente antes de uma ministração. Se não fizermos isso, nosso espírito fica desligado, e não podemos fluir livremente com o Espírito de Deus, pois nossas mentes ainda estarão presas nas coisas terrenas. Uma situação com os nossos passaportes e um tal registro para turistas que ficam mais do que 5 dias nos país estavam roubando a nossa paz. Uma discussão perto de mim sobre isso, pouco antes do culto começar, quase me fez perder o equilíbrio.

 

O culto foi muito difícil para mim. Mas creio que Deus fez muito mais do que eu possa imaginar, e as pessoas testemunharam sobre como foram tocadas, abençoadas, e sobre como receberam uma visão do que Deus pode fazer em seus países. Eu compartilhei sobre como o DT começou, e sobre como a visão de profetizar, adorar e interceder pela transformação da nossa nação, foi sendo ampliada em nossos corações ao longo dos anos.

 

Coloquei algumas músicas do “Príncipe da Paz” para eles assistirem e o que aconteceu foi impressionante. Eles “entraram” na ministração. Era como se estivessem lá! Ao final os jovens saíram cantando “Ôô, ôô, ôôôôôô, em Jesus sou mais que vencedor!” pelos corredores a fora! Exatamente como aconteceu no Rio, conforme os relatos que recebi de que na estação do metrô, e pelas ruas, esta musica foi cantada como que por um grande coral! E eles disseram que por toda a Rússia eles cantarão isso!

 

Mais uma vez, quase não conseguimos dormir. A Ezenete, especialmente, foi tomada pelo Espírito como eu nunca havia visto antes, e de madrugada ainda estávamos envolvidas pela glória do Senhor. Risadas e gargalhadas de alegria no Espírito tomaram conta dela em alguns momentos em nosso quarto. Acho que se não nos esforçássemos para dormir, poderíamos continuar adorando, quase que tocando o Senhor e ouvindo-O falar tão claramente aos nossos corações. O último dia do Simpósio estava chegando, e eu tinha a sensação de que a minha parte, no que dizia respeito ao ensino, havia sido feita. Uma certeza eu tinha, de que as lacunas do que eu não pude nem dava tempo para compartilhar, seriam preenchidas pela unção do Espírito na vida deles. Mas agora era importante tentar sistematizar o conhecimento que o Senhor me deu ao longo desses anos, para transmitir às nações o que temos experimentado na adoração e intercessão pelo país. Uma forte convicção veio a mim, de que devo escrever um livro, simples, didático, e que este livro percorrerá mais de vinte línguas. Guardei esta impressão no coração.

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Rússia - Parte V

Maio 2, 2008

Todos os dias, além de sermos muito abençoados recebendo de Deus através dos diversos grupos de louvor que tocavam a cada culto, também foi preciosa a comunhão pelos corredores, no refeitório, na entrada do salão de reuniões.

 

Havia um quadro com o mapa da Rússia e dos países eslavos que ficam ao seu redor. A Rússia é o maior país do mundo em extensão geográfica, e vários congressistas nos mostravam de onde vinham. Tinha gente que viajou por dias e dias, dos montes Urais ao oriente distante, 11 dias de trem, ou 9 horas de avião! Gente que fala russo, mas parece japonês, de olhinhos puxados. Eu me emocionei ao conhecer uns irmãos do Kasaquistão, país que o Senhor tem colocado no coração do meu esposo para enviarmos missionários. E ali, pelos corredores, também tivemos alguns momentos de oração uns pelos outros que ficarão para sempre em minha memória.

 

Havia uma banc(jcccc s3fs5tqqCVFRG Vhbs- isso não é russo, mas o Isaque querendo usar o compu`tad`or“~!`zzzzzzzzzzzzzzzzzaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa)

 

Pois é, havia uma banca vendendo alguns produtos, como bíblias, livros, e eu quis comprar algumas coisas de lembrança. Eles não me deixaram pagar. Perceberam o que eu gostei, e depois me entregaram de presente através da Joy. Ela disse que todos estavam muito impactados com a nossa simplicidade, que não era comum ver líderes, cantores, pastores, tão próximos das pessoas como nós. Além deles, os próprios organizadores do evento testemunharam sobre como ao verem nossos DVDs, e até através do youtube, alguns vídeos de nossas ministrações, não acreditavam que nós iríamos a um congresso pequeno, na Rússia! Mas graças a Deus estávamos lá, servindo, e sendo impactados para sempre no contato com esses irmãos tão preciosos, que tem tanto a transmitir da sua fé.

 

Na tarde deste segundo dia do Simpósio, pude conversar um pouco mais com o Peter, diretor do CFNI em Minsk, BieloRússia. Ele foi um músico pioneiro na Igreja subterrânea, perseguida, na antiga União Soviética. Suas experiências me marcaram profundamente. Mas algumas de suas palavras confirmaram algo que Deus já estava falando ao meu coração. A Igreja russa havia, nos 70 anos de comunismo, lutado para simplesmente sobreviver. Agora, 15 anos depois da queda da cortina de ferro, é tempo de conquista, não mais de passividade. À noite eu iria ministrar sobre a visão de conquista da terra e aquela conversa foi muito importante para mim.

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Rússia - parte IV

Abril 30, 2008

Apesar de ter a certeza da direção de Deus, de que era para ministrar sobre cura para a alma das pessoas naquela primeira noite, eu ainda não tinha conseguido ouvir claramente por onde começar, que texto ler, e isso estava me deixando ansiosa. Então, pela graça de Deus, em poucos minutos antes do culto recebi um “download” do céu e coloquei no papel com clareza por onde deveria ir na ministração. A Zê, com suas orações por mim, ajudou bastante. Acho que esta ansiedade veio como um misto de não saber como seria recebida, como funcionaria a tradução, ter que falar em inglês, e também por ter querido participar todo o tempo dos cultos deles e não ter podido parar como seria o ideal, para me preparar melhor.  Alem disso, a “passagem” do som com o grupo de Minsk foi um desastre, e eu quase desisti de cantar “Nos braços do Pai” em russo, como o Senhor havia colocado em meu coração. Nessa horas, como eu desejaria tocar um instrumento… Mas o Sérgio disse: Ana, eu toco só com o violão, vamos fazer assim mesmo, e foi uma bênção.

 

Na hora de ministrar a Palavra, eles responderam muito abertamente. Falei sobre a intimidade com o Senhor na adoração, e a transformação das nossas vidas que acontece em Sua presença. Os cômodos secretos do nosso coração precisam ser abertos, limpos, as memórias antigas, entulhadas, nas quais não queremos mexer, precisam ser saradas. Os pecados precisam ser tratados, as feridas, curadas. O Senhor tem isso e muito mais para nós em Sua presença. Ele tem planos a nos revelar, sentido e propósito para as nossas vidas. Ele quer substituir toda palavra de fracasso e desvalor pela Sua palavra a nosso respeito.

 

Ao término, além de termos um grande número de pessoas nos altar, prostradas diante do Senhor, ficamos orando com imposição de mãos por aqueles que precisassem ser tocados e ministrados de uma forma mais específica. O número de congressistas nos permitiu isto, pois éramos 175 participantes apenas. Eu amei poder descer do púlpito e tocar as pessoas, olhá-las nos olhos, abraçá-las, me compadecer delas, profetizar junto com a Zê sobre as suas vidas, expulsar demônios, ver doentes sendo curados. Algumas pessoas, mesmo pastores, vieram confessando pecados e foram poderosamente tocadas por Deus.

 

Fomos dormir mais do que felizes com o que o Senhor havia feito. Aliás, quase não conseguimos dormir! A glória de Deus estava tão forte naquele lugar! Nas palavras dos líderes do evento, era como se uma muralha tivesse ruído naquela noite. A liberdade do Espírito tomou conta do lugar, e os brados de vitória foram liberados pela Rússia!

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Rússia - Parte III

Abril 28, 2008

Assim que chegamos, bastante cansados, ao local do Simpósio, nos instalamos nos quartos que prepararam para nós. A mim e à Ezenete reservaram um quase apartamento, e apesar de nós mesmos pagarmos pelas nossas despesas, não deixaram que ficássemos no quarto menor, pois queriam nos honrar com o melhor que tinham. As instalações me lembraram o Sesc aqui em BH, construção da década de 60/70, com muito mármore parecido com o brasileiro, e o diferencial dos corredores que ligam um prédio ao outro, para o conforto no inverno que pode ser muito rigoroso. Nesta região, o inverno chega a 30 graus negativos! Todos disseram que nós levamos o calor, pois a temperatura subiu, começo de primavera, para 8, 10, 15 graus até. Estava bastante agradável.

 

Uma das lembranças que me marcou foi no refeitório, assim que chegamos e tivemos a primeira refeição russa - uma sopa deliciosa, carne e purê de batatas! Mas a lembrança marcante não foi a da agradável comida, que nos surpreendeu (na minha leitura bíblica diária, havia lido as palavras do Senhor Jesus ao enviar os setenta discípulos em missão: “Quando entrardes numa cidade e ali vos receberem, comei do que vos for oferecido” Lc 10.8 – Confesso que, ao ler, imaginei que refeições difíceis ao nosso paladar estavam por vir!). O que me marcou, mais ainda que a comida saborosa foi um grupo de congressistas que, ao entrarem e tomarem seus lugares à mesa, recitaram juntos diversos versículos bíblicos, prática que estamos começando a ter no DT! Eu e o Sérgio nos entreolhamos e sorrimos. Mais uma confirmação para a nossa memorização das Escrituras (às vezes queremos coisas novas em Deus, mas são as Velhas que se fazem novas, as preciosas disciplinas espirituais, que nos aproximam do Pai!).

 

Ainda no jantar nos encontramos com os organizadores do evento, em especial Peter, o líder do Instituto Cristo para as Nações na BieloRússia, que assumiu a direção depois que a KGB, mesmo depois da queda da Cortina de Ferro, expulsou o casal de missionários norte americanos que implantaram o trabalho da escola e do estúdio, com o apoio do Randy Adams. Também nos encontramos com o Randy, e tivemos um tempo de comunhão precioso com esses irmãos.

 

Tentamos descansar naquela noite. O fuso horário, de sete horas à nossa frente, tornava mais difícil querer dormir quando naturalmente no Brasil estaríamos acordados, mas a longa viagem nos fez “desmontar” na cama, e acordamos para o primeiro dia de Cultos com bastante expectativa do que viveríamos.

 

Pela manhã muitos congressistas ainda estavam chegando. Tiramos um tempo, depois do café  (de pimentões e tomates! Mas o chá e um pão caseiro delicioso nos salvou!) para eu aprender a cantar em russo algumas de minhas canções que a Joy, a nossa missionária em Moscou, traduziu. Ela, e mais dois conferencistas, me auxiliaram. Alguns pensam que eu sei falar as línguas nas quais canto, mas o que faço é uma leitura fonética, como se eu lesse em português, e imito o som das palavras. O alfabeto russo é diferente do nosso, e por isso, mais um motivo de “traduzir” as canções para o russo, e depois, para o “russo-português”, afim de que eu cante.

 

Participamos intensamente do culto à tarde, e fomos muito abençoados adorando ao Senhor com o grupo de louvor e a palavra. Dave Brunk, o missionário norte americano que fundou e continua apoiando o trabalho, mesmo de longe, pregou sobre algo que eu não tinha ouvido falar antes e que me edificou bastante. Uma pesquisa científica comprovou o efeito, o poder da musica para influenciar até mesmo o organismo humano. Com mais tempo, escreverei alguns dados surpreendentes que aprendi com esta pregação.

 

À noite, outro grupo de louvor nos conduziu em adoração, e quando eu fui ministrar, cantei “Aclame ao Senhor” com eles, pois é uma canção conhecida em quase todas as línguas. Depois, cantei “Nos braços do Pai”. Vocês querem tentar? Eu venci o medo e com ousadia eu cantei. Eles amaram. Pude me sentir bem próxima deles, e seus corações se abriram para mim mais do que antes. A cada dia percebo que esta mensagem, da paternidade de Deus, é necessária em todas as nações…

 

Nos Braços do Pai

                                                                              F abyatyar Atsa

 

Átche, yá zdiês

Ábrati svai vzór na minhiá

Ya atchayano nujdaius f  tvaiôm  prisutstvii

Tvái sílnie rúki mógut praniêsti minhiá

Tvaió slôva derjit minhiá

Yá ráchu slíshat tebyá

Pái mniê piesníu liúbvi, Ya jájdu slíshat

 

Padaidí, maió dityá

Ídi ka mniê na rúki, Yá uspakóiu tibyá

Yá nikágda ni astavlhiú teyá

Ya pakajú tebié maió viernóst

Ya ráchu zashítit y páderjat tebyá

Pazvól mniê akrujít tebyá liúbovíu

Maí gláza smatryát vnútri tebyá

Pázvol mniê prinestí istseliênie tváiemu tsértsu.

Pridi, maió dityá

Pridi takói, kakói iêst

 

Atche, mói Atiets

Авва, Óтchе, мói Pápachka

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Rússia - Parte II

Abril 25, 2008

A longa viagem de avião, ao lado de Ezenete e do Sérgio, foi muito interessante. Houve um momento em que o Espírito Santo começou a me dar canções em inglês, para o novo tempo de ministrar às nações, e eu não conseguia dormir, de tanta agitação no meu interior. Havia uma alegria tão grande, de estar vivendo o cumprimento das promessas do Senhor para minha vida, e confesso que a Rússia estava além da minha imaginação. “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” era um texto que me vinha à lembrança continuamente.

 

Cheguei a escrever em meu caderninho … “o Espírito Santo não me deixa dormir, quer compartilhar comigo… Sorri para mim”. As letras e melodias jorravam do meu interior. O coro de uma delas é a promessa de Habacuque: “A Terra se encherá com a glória do Senhor como as águas cobrem o mar”.

 

 

Esta viagem inaugurou um novo cumprimento de Deus para o meu ministério. Até aqui, nas viagens internacionais que fizemos, ministramos para os brasileiros em terras estrangeiras. Também ministramos em diversos Congressos que reuniam líderes de muitos países. Mas agora, eram russos. Era o povo da terra que nos recebia. Esse sempre foi o meu sonho, ministrar ao povo da terra. E também houve um certo rompimento com a estrutura, pois fui sem a equipe. Era totalmente novo.

 

 

Havia também uma expectativa de como seria, o que o Senhor queria que eu compartilhasse, e dentro do avião, pudemos orar e ouvir Deus sobre o Seu coração para aquele povo. Ficou bem claro em nosso espírito que as pessoas precisavam de cura na alma. O sofrimento, o gemido, a dor delas, assolou nossos corações por alguns instantes. Ao mesmo tempo, o amor de Deus por elas nos encheu e nos trouxe direção sobre o que ministrar. Eu tive duas certezas: primeiro, seria cura para as pessoas, e depois, a visão da cura da nação.

 

 

Já bastante cansados, depois de quase 29 horas de viagem desde que saímos de casa para o aeroporto, chegamos a Moscou! Fomos muito bem recebidos pela Joy, missionária brasileira que esperava por nós ali, e por um casal de russos da organização do evento que nos buscou de carro e nos levou para o local, a 2 horas de Moscou, onde todos ficariam hospedados e as reuniões aconteceriam. Nossa primeira impressão do povo russo, no aeroporto, e dos que nos receberam, foi a melhor possível. A família de Deus, do outro lado do mundo, nos fez sentir muito bem vindos! Como é maravilhoso esse mistério do Corpo de Cristo em todas as nações!

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Rússia - I Parte

Abril 23, 2008

Tudo começou há mais de dez anos, quando conheci Randy Adams, nosso engenheiro de gravação. Ele sempre me falava dos irmãos russos e compartilhava sobre como eram especiais. Randy havia montado gratuitamente um estúdio de gravação na Bielo Rússia, onde grupos de louvor eram gravados e sua música estava influenciando a Igreja em todos os países eslavos. Ele contava sobre as enormes dificuldades financeiras e as perseguições que eles sofriam mesmo depois da queda do comunismo. Ele testemunhava da sua fé e perseverança, e estilo único de tocar e adorar o Senhor.

 

Agora, depois de tantos anos, recebi um convite inesperado: ir à Rússia ministrar sobre Adoração para esses e outros irmãos. Meu coração logo se aqueceu, e passei a orar e a crer, apesar de alguns impedimentos, que estaria lá segundo a boa vontade do Senhor.

 

As minhas dificuldades eram de recursos financeiros, passaporte novo a ser feito e os prazos a cumprir para o visto, e também de datas disponíveis. Além disso, os organizadores do evento também estavam passando por lutas. O governo não permitiu que o simpósio acontecesse mais em Minsk, na Bielo Rússia, e eles se viram forçados a procurar por um novo local em Moscou, na Rússia, o que tornava tudo mais caro e difícil para eles e para os participantes, gente de todas as partes da antiga União Soviética. Por alguns momentos a dúvida tentava assaltar meu coração.

 

Eu me lembro de estar orando e lendo o livro “Glória”, de Ruth Heflin. Ouvi o Senhor me dizendo para dançar em espírito sobre a Rússia. Se eu pudesse adorá-Lo e dançar em espírito sobre aquele país, eu colocaria os meus pés nele. Quando tudo se concretizou e estava na última reunião do Simpósio, os irmãos russos começaram a cantar “Vem dançar com os Anjos, nas asas do Espírito, como uma folha soprada pelo Seu vento”. Eu mal podia segurar a emoção de estar vivendo o que fiz por tantas vezes no meu quarto. Eu estava dançando na Rússia, adorando o Senhor de toda a Terra! Em alguns segundos pude me lembrar do que Deus fez, movendo os céus e me dando muitas vitórias para que eu estivesse ali.

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Direto da Rússia!

Abril 14, 2008

Amados irmãos que acompanham o Blog,
Estou do outro lado do mundo, na Rússia, vivendo o cumprimento das promessas do Senhor!
Há muito para compartilhar, e algumas experiências que são indescritíveis, e precisarei guardar só pra mim…
Obrigada pelas orações, e até breve no Brasil.
Sláva Bogu!(Glória a Deus!)