Posts de Julho, 2007

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Brasília, 29 de Julho de 2007, no aeroporto…

Julho 31, 2007

Começo a escrever este diário depois de uma pausa, desde o fim dos 52 dias de reconstrução dos muros, de acordo com o texto de Neemias 3. Foram os 52 dias que antecederam a gravação ao vivo do nosso 10º CD, cumprindo o mandamento do Senhor para que fizéssemos grandes ajuntamentos em todo o país. 100 mil pessoas se reuniram conosco no que chamamos hoje de “ex-sambódromo”, crendo na falência do carnaval, festa demoníaca e carnal que amaldiçoa o nosso Brasil. A experiência de registrar em um diário o meu dia-a-dia, “O diário de uma gravação”, principalmente no que dizia respeito ao dia 7/7/7, foi maravilhosa. Eu mesma fui bastante edificada ao escrever meus sentimentos, impressões e testemunhos do que o Senhor Jesus estava fazendo naqueles dias.

 

Centenas, senão milhares de pessoas, também foram edificadas, pois leram minhas palavras em um blog no nosso site. Quanto privilégio! A cada dia percebo mais que Deus me escolheu e me chamou para algo grande, tremendo, dando a mim uma voz que é ouvida, corações sedentos e abertos para receber através da minha vida, seja também por curiosidade, não sei, mas o fato é que hoje é o meu tempo. Esta é a minha hora, a hora da minha geração, a vez do meu trabalho, esforço, de dar a força da minha juventude ao Senhor e aproveitar cada oportunidade, cada porta que Ele mesmo abre a fim de cumprir o seu propósito em mim.

 

Depois da pausa em meu diário recebi várias palavras de incentivo para que continuasse escrevendo e compartilhando. Um dos fatores decisivos foi um lindo caderno, vindo dos EUA para mim. Era o Senhor me dizendo para continuar. Outra experiência que me motivou a prosseguir, foi o sentimento de “vazio” que me acometeu depois da gravação. Apesar do trabalho intenso e exaustivo no estúdio, na pós-produção do CD, que ainda não acabou, aquela dedicação em oração, jejum, encontros com o grupo, os ensaios, e a própria expectativa do dia 7, acabaram. O alívio da missão cumprida, a alegria da vitória, tudo, isso foi maravilhoso, mas alguns dias depois eu senti falta daquela movimentação espiritual.

Talvez por causa do cansaço físico e emocional, resultados do stress de meses e semanas tão intensos, passei por lutas nos dias seguintes à gravação. Eu estava muito sensível e irritadiça. Lutei arduamente para não pecar. Algumas vezes não consegui. É claro, sofreram mais o meu esposo e o pequeno Isaque. Percebi melhoras à medida que conseguia brincar e rir com meu menino. Como ele é cura, terapia para mim!

 

Além disso, não estou mais em minha casa, a qual passa por uma boa reforma. Creio que isso é mistério, sinal do Senhor. Mas morar na casa dos meus pais tem sido mais tranqüilo do que eu poderia imaginar, e sentir que estamos no centro da vontade do Senhor, no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas, é reconfortante. Meus pais são tão carinhosos, e têm feito tudo para que nos sintamos à vontade ali. O Gustavo é um filhão para eles, e o Isaque, eu nem precisaria registrar, é o remédio de todos nós!

Logo no domingo, depois da gravação, tive um tempo de gratidão com os intercessores. Agora, quase um mês depois, estaremos remarcando a nossa célula para que, como grupo, possamos agradecer ao Senhor. Aos poucos as atividades voltam ao normal. Viagens, cultos na Igreja e novos desafios, que exigirão nova consagração. Isso tudo será muito bom.

 

Queria registrar aqui uma experiência que tive em 5 dias de férias que eu, Gustavo e Isaque, passamos em Tiradentes, Minas Gerais. Ao chegarmos ao hotel, o Isaque disse: “Leão!”. É isso mesmo! Um leão enorme de madeira enfeitava a porta do hotel. Aliás, por todo o hotel havia leões! Tentamos comprar um, mas era caro demais para nós. Mas o Senhor, como sempre, nos surpreendeu. Fomos passear em uma cidade próxima e chegamos a Prados. Na pracinha daquela cidadezinha tão colorida e aconchegante nos encontramos com um senhor, sua netinha (Bia, de 3 anos) brincou com o Isaque e compartilhou suas batatas chips! A menina, timidamente, disse que conhecia uma “Ana Paula”, da “Arca de Noé”, da Tuga. Fiquei maravilhada e pensei que a mãe dela jamais acreditaria! Tani, sua mãe, logo chegou e tivemos um tempo de comunhão. Ela inclusive, leu o Blog, e o pai dela perguntou se nos conhecíamos, pois conversávamos com certa “intimidade”! Além dessa alegria, eles nos falaram que o artesanato de Tiradentes saía de lá, e ia para o Rio, São Paulo, e Áustria, além de outros países. Nos indicaram o lugar onde fabricavam os leões.

 

Resumindo a história: O Gustavo disse que Deus nos levou até ali, nos apresentou essa família, para comprarmos um leão. Trouxemos para casa um leão lindo, não tão grande, que cabia no porta-mala do carro do meu irmão, que nos emprestou seu veículo. Estamos muito felizes com o leão! Papai disse que quer um também, dos grandes!

 

Outra experiência interessante naqueles dias foi que ao chegar ao hotel, tão imponente, estava tocando o CD Águas Purificadoras! E no restaurante e demais dependências, onde havia música, era cristã. O outro restaurante da cidade, que consideramos o melhor, e está também indicado pelo Guia 4 Rodas, é de evangélicos! Pude perceber mais uma vez o tempo de conquista em que estamos vivendo!

 

Depois da gravação senti o Espírito me impulsionando a ler o livro de Josué. Cheguei a enviar uma mensagem no celular para que todo o grupo lesse também. Ontem, antes da ministração aqui em Brasília, disse a eles que não sou o tipo de líder que faz perguntas difíceis do tipo: “Fulano, você leu o que pedi?”. Mas incentivei-os a seguir as orientações que passei. Enfim, a leitura do livro de Josué foi um pouco difícil para mim, pois são relatos de guerra e mais guerras, mas há muitas preciosidades ali. Entendi, entre tantas coisas que anotei nos cantos das páginas da minha Bíblia, que o tempo em que vivemos é este. Já atravessamos o Jordão. Entramos na Terra Prometida, e agora é avançar, com o Senhor à nossa frente. Nada nos deterá. O Evangelho na nossa nação entrará em lugares onde nunca entrou. Pessoas, grupos não alcançados antes, serão evangelizados, e meios jamais usados na propagação do Evangelho, agora o serão. Eu mesma visitei esses dias uma mulher muito rica em BH que se converteu ao Senhor Jesus. Através do DT ela tem crescido espiritualmente e o Senhor realizou um milagre em sua vida dando a ela um filho. Ela era estéril. Eu jamais imaginei o Evangelho alcançando um lar como aquele. Mas esse é o nosso tempo. O hotel em Tiradentes também me impressionou. A ousadia de tocar os louvores sem intimidação. E isso não afastou os hóspedes. Eles inclusive, fazem um culto semanal em sua dependências. Aqui em Brasília, ficamos hospedados em um lindo hotel, que pertence a uma família evangélica de Anápolis. Eles nos deram de cortesia. Isso é maravilhoso. É o Evangelho se espalhando. A nossa TV, a Rede Super, lutando contra tantas necessidades financeiras e de equipamentos, tem crescido a cada dia mais.

 

Esses dias meu pai me contou que um empresário carioca, que se converteu após um milagre  que o Senhor operou em sua vida, curando-o de uma doença que o paralisou na cadeira de rodas, recebeu dEle o chamado para ser também um pastor. Ele também trabalha em sua empresa, mas tem essa visão ministerial. É um dos maiores empresários farmacêuticos do país, importando medicamentos da Índia para o Brasil. Este homem, há muitos anos, trabalhou para comprar uma televisão no Rio de Janeiro, e este ano o negócio se concretizou. Ele estava buscando a Deus para saber o que transmitir. Ele viajou na comitiva do Presidente Lula à Índia, e no hotel, orando quanto à isso, ligou a TV, e para sua surpresa, estava passando um programa evangélico, em que um indiano entrevistava a mim, e ao meu pai, durante a Conferência “Convocatória de Oração para todas as Nações”, em Israel, na qual ministramos em outubro do ano passado. Não é maravilhoso? O homem caiu em prantos, e teve a confirmação, mais do que clara, de que deve retransmitir a Rede Super para o Rio de Janeiro! Se o Senhor nos abençoar, entramos no ar, em canal aberto no Rio, no mês de setembro. E aquela viagem para Israel, que já havia cumprido tantos propósitos em nossas vidas, ainda reservava mais bênçãos para todos nós! É maravilhoso!

 

Como o nosso Deus arquiteta, orquestra, governa tudo! Sem dúvida alguma, se Ele pensa nessas coisas, quanto mais aquelas que nos contrariam e que às vezes parecem estar “fora do controle” devem ser vistas como parte do Seu plano. Ele está no controle. Outra lição que tirei deste testemunho foi a de não desprezar ninguém, e dar autorização a todos. Tento fazer isso sempre, e aquele irmão indiano que nos entrevistou, parecia alguém tão simples, com tão poucos recursos, mas foi sobremaneira proveitoso para nós atender ao seu pedido por uma entrevista. O sol estava tão quente naquela tarde, mas o Senhor tinha planos e recompensa à atenção que demos àquele irmãozinho.

 

Já estou sobrevoando BH, e não consegui registrar tantas coisas que me aconteceram nesses últimos dias. Vou tentar resumir, pois chegando a minha casa, minhas atenções se voltarão para o meu menininho, Isaque, que ficou com a Quequel, minha mãe e minha sogra. Graças a Deus pelas avós! Graças a Deus pela Quequel, que vê o cuidado para com o Isaque como seu ministério! Gustavo viajou também, foi visitar nossos missionários no Vale do Jequitinhonha e no sul da Bahia, nos índios Patachós. Terça-feira ele volta.

 

Agora, falo da viagem a Brasília. Foi bom sentir o reboliço de novo em meu interior quando, no começo da semana, comecei a orar por esta ministração. Passei uma mensagem para todo o grupo se consagrar. (pausa para oração pelo pouso. Tudo bem, graças a Deus). Vou tentar escrever ainda hoje, enquanto as impressões estão frescas em meu coração…

 

…volto a escrever já em casa, e são quase meia-noite. Assim que cheguei, peguei o Isaque e fomos para a casa da Bibi Theonila comemorar seus 71 anos! O bebê, lindo, grudado a mim, estava uma delícia! Pude curtir também meus tios, primos, meus avós, e ao chegar de volta, coloquei o Isaque para dormir. Posso voltar ao diário.

 

Na sexta-feira viajei pela manhã com a Iana e meu pai para Brasília. Chegamos no horário, e fomos recebidos pelo Rafael e Rejane, da Vision Produções. Fomos então deixar o meu pai na Igreja onde a Assembléia da CBN estava acontecendo e nos dirigimos à casa de uma família muito especial. A verdade é que só aceitei ir mais cedo do que o restante do grupo para Brasília, por causa desta visita. O resto do dia foi ocupado por entrevistas, gravações, que foram importantes e abençoadas, mas nada como aquele tempo com o Lucas e seus pais. O Lucas é uma criança que teve paralisia cerebral no parto, e por isso vive, por um milagre de Deus, em uma UTI domiciliar. O amor de seus pais e dos que ajudam a cuidar dele é algo maravilhoso. Pude cantar adorando o Senhor ali, orar, abraçar e ministrar o amor, o renovo, a presença do Senhor. Esta visita era algo que eu pedi ao Senhor que me desse a oportunidade de viver.

 

Em abril, quando fomos à Brasília para o aniversário de 47 anos da cidade, vi uma faixa durante a ministração falando sobre o Lucas, mas o pensamento de pedir que me entregassem a faixa e perguntar mais informações, passou 2 vezes enquanto ministrava, mas eu segui adiante. Não dava para pensar nisso. Quando cheguei em casa na segunda, fui ler as cartas, e-mails, papéis que me esperavam, e vi que na semana anterior a Tati, que serve ao Senhor ao meu lado, havia me entregado um e-mail com fotos, e um pedido da família do Lucas para eu ir visitá-lo. Chorei. Pedi perdão ao Senhor, e também uma chance para ir vê-lo. Liguei para sua mãe e pedi perdão a ela. Eles são católicos. Têm buscado ao Senhor. Ela me disse na ocasião que gostaria de ir à gravação no Rio. Dei a ela meu telefone e ela foi mesmo! Enfim, creio que grandes coisas Deus ainda vai fazer nessa família. Foi precioso estar com eles, com o Lucas, e vamos continuar orando pelos desafios deles. A Zê está ajudando.

 

Uma entrevista que foi desmarcada permitiu que eu fosse com meu pai participar da Assembléia da CBN à noite. Enquanto comíamos, antes de sair, compartilhei com ele algumas impressões. Mais tarde, no culto, quando me deram a oportunidade de falar, pude dizer as mesmas coisas, e fui respaldada por um comentário do Pr. Enéas Tognini em sua pregação, mencionando exatamente o que eu havia dito.  Eu, que antes de falar, estava me sentindo insegura diante de tantos homens e mulheres de Deus, pastores de todo o Brasil da CBN, muitos de cabelos brancos, verdadeiros generais de guerra, pude me sentir confirmada e encorajada com aquelas palavras daquele que brincamos ser o nosso “Papa”.

 

O que eu percebi em meu coração é que os 40 anos da Convenção Batista Nacional falam de uma geração. Nos remetem também ao tempo no deserto e ao término dele, quando Josué entrou com o povo na Terra Prometida. Tudo isso se encaixou para mim, diante dos meus olhos, pois, como já disse, o livro que acabei de ler, por ordem do Espírito Santo, foi o de Josué. Agradeci ao meu pai e a todos ali, por terem clamado ao Senhor, como disse o Pr. Enéas, por terem sofrido perseguições, mas por terem sido aquela geração que saiu, que rompeu com o jugo opressor – sem ofensa pessoal aos irmãos tradicionais, mas no tocante à doutrina e vivência dos dons, poder, e liberdade, o tradicionalismo era algo que pesava como uma opressão. Enfim, agradeci porque eu já nasci livre. Minha geração não conheceu as críticas por falar em outras línguas, por vivenciar, crer e compartilhar sonhos e visões espirituais. Ainda que momentos de frieza e retorno a uma religiosidade tenham existido em minha história na igreja, jamais fui impedida de expressar meu culto ao Senhor por meio de palmas, danças, brados, emoções santas, diante do meu amado Jesus, liberdade crescente com o passar dos anos em nosso meio.

 

Além disso, pude perceber que isso é o meu, o nosso tempo. Aqueles homens, hoje mais velhos, brincando entre si, chamando seus inspiradores de “trogloditas”, os “dinossauros”, eles estão adiante de nós, mas são gente como nós. Pude me ver, nos ver, amanhã. E eles, ontem, eram os jovens que hoje nós somos. Os meninos que, cheios do Espírito Santo, resolveram obedecer ao ardor no coração para cumprir um chamado, uma vocação ministerial. Fazer diferença. São líderes de uma geração. Homens íntegros. Chorei muito naquela reunião. Deus falou profundamente comigo, mesmo enquanto troféus, homenagens, eram feitas a pessoas preciosas, que marcaram os 40 anos de Renovação Espiritual no Brasil. Agora, cabe a mim, e à minha geração, avançar na conquista da terra. Já comecei a ler o livro de Juízes, e ali, após a morte de Josué, Judá é a primeira tribo ordenada pelo Senhor para pelejar contra os inimigos restantes. Assim como dizem as últimas palavras do livro de Josué, os filhos de Israel temeram ao Senhor, mesmo após a morte dele, por causa dos anciãos do povo, que viveram e sabiam tudo o que o Senhor havia feito. Creio que esta é uma das principais importâncias desses valentes homens de Deus que ainda estão em nosso meio. Aleluia!

 

A ministração no sábado foi maravilhosa. Durante nosso tempo de oração no camarim a presença de Deus se moveu tão poderosamente que parecia que já havíamos cumprido o propósito de estarmos ali. O Espírito Santo nos levou a agradecer por nossas raízes, pela nossa história – Lagoinha principalmente, foi central na Renovação Espiritual no Brasil – e também nos arrependemos pela divisão, discórdia, e a Zê, como filha do ex-vice-presidente da CBB na época, orou pedindo perdão. Foi muito forte. Compartilhei com meus irmãos que uma das conquistas que cabe à nossa geração é a unidade. Reconhecemos que muito já se tem caminhado, por exemplo, os batistas tradicionais, cantam nossas canções! Isso é maravilhoso! Houve um ano em que gravaram e seus corais cantaram “Quando Deus escolhe alguém”  (do CD Águas Purificadoras) na programação oficial da CBB. Algumas décadas atrás, isso seria impossível. Nós, Tribo de Judá, louvor, leão, temos o quinhão desta conquista. Caiu-nos a sorte, conduzida pelo Senhor, de pelejarmos por esta causa. Unidade. A adoração já tem sido esse instrumento de unir as igrejas, mas arde em meu peito muito mais. Oramos por isto. Foi maravilhoso.

 

Hoje pela manhã tive uma reunião com Ana Maria, responsável pela organização da CMO, Campanha Mundial de Oração, no Brasil. Foi um encontro muito importante. Ao término do encontro com ela e sua equipe, e também com o pessoal da Vision, eu me senti imersa na glória do Senhor. Profundamente quebrantada por este Deus que é tão grande, e que me escolheu, tão pequena e insignificante, para sonhar os Seus sonhos, para crer no impossível, no sobrenatural, para ser uma atalaia, e por que não dizer, pivô de coisas grandiosas em nossa nação, como grande é o nosso Deus.

 

Senti nessa reunião que coisas grandiosas, desafiadoras, sobre as quais o Senhor me falou há dois anos, lá na Indonésia, estão prestes a começar a acontecer. Amanhã pela manhã, após o culto na empresa, estarei reunida em oração com a liderança do DT para compartilhar a visão. É chegada a hora. Parece-me que um novo e vivo caminho se abriu diante de mim, e mais uma vez eu sei para onde devo ir. Creio que contarei com todo o apoio do Senhor, Sua provisão, Seus recursos, Seus soldados, para o cumprimento do Seu chamado para mim, para o DT, para nossa vidas, nessa hora. Tem tudo a ver com a unidade do Corpo. Vamos ver o que Deus fará. Isaque chora.

 

Pausa.

 

Quando estive na Indonésia fiquei envergonhada diante do que vi. Na nação de maior população muçulmana do mundo, onde há perseguição à Igreja do Senhor Jesus, bombas, etc, 70 estádios lotados, com transmissão no principal canal de TV, simultaneamente se reuniram para celebrar o Dia Mundial de Oração, que é no mesmo Dia Nacional de Oração. Tiveram uma semana de conferências pela transformação da Indonésia, e no estádio, 400 pastores de todas as denominações, inclusive padres católicos – em países muçulmanos, cristãos são cristãos: evangélicos e católicos unidos – Acenderam tochas pela unidade e transformação. Ali, fomos impactados pelos vídeos e testemunhos sobre a transformação de nações inteiras, captados e documentados por Luis Bush. Em todos os testemunhos a transformação começou com o arrependimento dos pastores, pela divisão, e a oração se espalhou por todas as igrejas. Torres de oração foram estabelecidas nas cidades. Não torres de oração de uma igreja, mas da Igreja da cidade. Quando pediram para que nós e outros falássemos sobre o Brasil, houve tristeza em meu coração, pois não há essa unidade ainda. Já podemos ver a oração, como disse a Ludmila para mim há alguns dias, crescendo e se manifestando com o mover de Deus nesta hora. A oração, intercessão, que não mexe com a vaidade dos holofotes que acontece na maioria das vezes no lugar secreto, está brotando nas igrejas de todo o país. Em Lagoinha mesmo há 3 redes de oração, a coordenada pela Zê, a Rhema, coordenada pelo Pr. Ronaldo e a dos Gideões da Oração, coordenada pela Pra. Ângela. Trabalham juntos em diversos momentos, abrangem várias partes do Brasil e brasileiros em outras nações. São torres de 24h de oração e campanhas específicas de oração, jejum, batalha espiritual. A própria Ana Maria testemunhou sobre como, por todo o Brasil recebem notícias deste mover de oração.

 

Nas duas últimas campanhas do Dia Mundial , ela disse que todos os municípios brasileiros tiveram grupos de pessoas orando. O que nos falta é a liderança unida. O povo, está aberto, disposto e pronto. Sei que Deus usa os pequenos, para que a glória seja toda dEle. Mas posso ver o sonho do Seu coração, ou melhor, o que Ele já determinou e que irá acontecer, que é a unidade do Seu corpo se manifestando em ações comuns de oração, celebração e atos públicos que demonstrarão diante de todo o país, que somos um. Estamos engatinhando, mas em breve estaremos correndo.

 

Em nosso Congresso no ano passado, 2006, compartilhei sobre isso e sobre algumas diretrizes que o Senhor havia me dado. Algumas vezes perguntei ao Senhor o que aconteceu, pois ainda não pareço ter dado um passo sequer nessa direção. Mas agora parece estar mais perto. Vou além. Parece realmente que a hora chegou:

 

 

-         O Carnaval se transformará em um feriado de celebração a Jesus em todo o país.

-         A Campanha Mundial de Oração será relevante no Brasil, como é em mais de 200 países. São 10 dias de oração de revezamento, em relógios de oração nas igrejas da cidade, culminando em uma celebração e dia de intercessão em estádios ou locais públicos. Estamos pensando em começar concentrando em Brasília, ainda que os municípios celebrem também.

-         O Dia Nacional de Oração nas igrejas, no dia 15 de Novembro, como foi nas décadas de 60/70, estabelecido na Renovação Espiritual.

 

“Senhor, eis-me aqui mais uma vez. Disponho-me a trabalhar para que este sonho venha à luz.

Aquilo que cabe a mim nesta importante tarefa, desejo cumprir de maneira zelosa e cabal. Peço pelos meus companheiros de guerra, que, como o Júnior me disse hoje, estão dispostos a continuar sacrificando pelo Evangelho. Que Tu os inclines e renoves para que possamos realmente viver a vida que vale a pena. Não uma vida tranqüila e medíocre, mas as aventuras da fé dos teus propósitos eternos. Peço pelas pessoas que lerão estas palavras. Incendeia-as com o fogo do Teu Espírito, e move-as para crerem que são importantes neste avivamento final, ainda que sejam anônimas diante dos homens. Seu galardão ninguém pode tomar.

 

Oro pelas lideranças do Teu povo no Brasil. Homens que um dia foram simplesmente jovens chamados por Ti e obedientes a Ti. Quebranta-os e inclina-os para aceitarem o desafio de deixarem suas agendas, interesses, e reinos, em prol do Teu Reino. Homens zelosos, que possam zelar agora, mais do que nunca, pela Tua Noiva. Aquela formada por todos nós. Em teu nome, amém”.

 

Mais uma coisa: Comecei hoje, depois desta reunião com a equipe da CMO, um propósito diante do Senhor. Me lembrei da querida Valnice Milhomens, e do bastão que, de certa maneira, creio ter recebido de suas mãos há alguns anos. Esta mulher, guerreira do Senhor, que não é perfeita, assim como nenhum de nós somos, dedicou-se intensamente por amor a esta nação. Jamais ouvi de alguém que tenha jejuado, abstido de delícias, orado e intercedido, agido profeticamente, como ela. Esse compromisso com a visão de Deus para o Brasil é algo a ser admirado e seguido. Por mais que me pareça grande demais para mim, vi-me compelida a me consagrar nesse propósito, gerar, até vir à luz. Parece que realmente não sou mais aquela menina. Crescer. Amadurecer. Assumir a responsabilidade. Seguir os passos dos que vieram antes de mim e que ainda hoje servem, com valentia, o nosso General. Que Deus abençoe nossa querida Valnice. Agora, posso ir dormir.

 

 

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