Este final de semana tem sido tremendo. Deus é tão bom pra nós, pois sempre contempla nossos corações, vê a luta em que nos encontramos, as afrontas do inimigo que se levantam contra nós e derrama maior glória, mais poder, mais fé, mais esperança, sobre os nossos corações. Neste sábado o Senhor me deu a oportunidade de ter um tempo precioso com minha família. Como vou viajar e já tinha uns 15 dias que não via meus avós (e normalmente tento visitá-los toda semana), saímos para almoçar em um restaurante de comida mineira. Queria levá-los lá há muito tempo e pude realizar meu sonho. Nos divertimos bastante cantando com os seus hinos. Isaque e Salomão, filho da minha prima Roane, brincaram no parquinho, andaram de charrete e foi muito precioso este tempo em família. Porém, eu e meu pai saímos antes de todos por causa de um telefonema que recebemos. O Felippe e a Mari estão no Rio e o alarme da casa deles aqui disparou. A polícia logo chegou e um vizinho que é de Lagoinha ajudou e realmente, quando chegamos, pudemos ver que um ladrão havia arrombado a porta e levado algumas coisas. É uma sensação horrível. Mas todo o tempo glorificamos a Deus porque o que se foi pode ser comprado de novo. Não aconteceu nada pior. Aliás, meus pais iam passar lá para procurar uma coisa que o Felippe pediu, mas não deu tempo. Podemos crer que o Senhor não permitiu, pois poderiam se encontrar com o assaltante. Agradecemos a Deus por este livramento.
À noite fui com o Isaque ao aniversário da Iana e tivemos um tempo muito gostoso com a Bel, as gêmeas Ivy e Iasmin, e os amigos como o Sérgio, Soraya, Enéas, Cris, Vanessa Pontual e outros jovens do CTM que eu já conhecia. Foi muito legal ver um sinal de Deus em algo que aconteceu. A Bel encomendou um bolo normal, mas a confeitaria “se enganou” e mandou um bolo enorme, para umas 200 pessoas e não cobrou a mais! Rimos bastante e cremos em bênçãos de prosperidade, multiplicação, enfim, toda sorte de bênçãos sobre aquela casa!
Mas eu queria mesmo era registrar o que aconteceu hoje. Assim que levantei fiz as listas com as canções que o Senhor colocou em meu coração que deveríamos cantar no culto. Me arrumei e a Quequel ajudou preparando o Isaque para irmos à Igreja com o papai. No carro, papai conversava comigo e reconhecíamos o ataque do maligno contra a liderança e principalmente em momentos que antecedem ministrações. Nos lembramos do assalto ontem e as palavras do papai para o Felippe foram: “Fiquem aí no Rio e cumpram a agenda de ministrações. Saqueiem o inferno”. Nós também fomos, para adorar o Senhor e declarar ao inferno que nós o resistimos. Entendi mais um motivo porque coloquei na lista a canção “Mais que vencedor” (Você pensa que vai me fazer parar? Você quer saber quem vai vencer? Em Jesus sou mais que vencedor).
Cheguei ao culto na força do Senhor. Emocionalmente um caco, mas no espírito tinha uma fortaleza, uma determinação. Começamos com “Te Agradeço”, exaltando a obra do Senhor na cruz. Depois, “Mais que vencedor”, e com ousadia oramos uns pelos outros. Chegou às minhas mãos o nome do João Marcelo, o menino que visitei na sexta-feira, no CTI. Tiramos força da fraqueza porque não é no nosso nome, mas no nome dAquele que venceu por nós naquela cruz. Celebramos mais um pouco e então cantamos “A tua luz acendeu meu coração…” (Eis-me aqui), quase não consegui cantar. As lágrimas embargavam a voz. A unção era tão grande. Via as pessoas totalmente ligadas em Deus, adorando, agradecendo, consagrando suas vidas. Eu, e creio que todos do grupo que vão viajar para a Alemanha, declaramos “Irei contigo” de um modo especial. Deixar meu filhotinho é muito difícil. Mas “toda vez que eu chorar… o Teu Espírito me consolará”. Não é assim que diz a canção? Foram momentos poderosos na presença do Senhor “Toda glória, toda vitória, eu sei, pertence a Ti.”
Foi então que vi minha tia Dayse, quase “explodindo” no primeiro banco. Eu só olhei para ela e acenei com a cabeça e ela, andando com dificuldade por causa da glória de Deus que estava sobre ela, veio ao púlpito e entregou uma profecia no nome do Senhor. Peguei o Isaque no colo e dei as mãos com o meu pai e recebemos juntos aquelas palavras. Foi muito forte e confortante, pois ela disse coisas que só nós, que estamos vivendo a situação, sabemos que se encaixa e por isso, sabíamos que era Deus falando conosco. Eu só sabia dizer “Senhor, Tu és bom”, e vinha lá do fundo, como uma gratidão de quem precisava de resposta, de escape, e o Senhor mandou. Senti que os músicos deveriam tocar “Águas”, e foi tão lindo que assim que eu disse a eles para tocarem a música, o Senhor falou através dela sobre Suas águas. É tão bom estar sintonizada com o que o Espírito está fazendo. E logo depois de terminada a profecia adoramos ao Senhor com este cântico. Todos estavam ajoelhados, e só os instrumentos tocavam. Depois nos levantamos e cantamos.
Nas ofertas cantamos “Tudo vem de Ti” e mais uma vez a presença de Deus nos encheu. E foi então que meu pai passou a falar de seu testemunho pessoal. Pela primeira vez eu o ouvi falando sobre como foi difícil perder o pai aos 15 anos de idade, ficando sem referencial, confuso. Ele deixou de ir à Igreja, assumiu os negócios do pai, mas aos 17 anos alguém o convidou para ir à Lagoinha, onde diziam que um fogo ardia sem queimar e isso o fez lembrar da sarça no deserto, e onde as pessoas “subiam as paredes como lagartixas”. Ele foi a uma vigília, onde de converteu e foi batizado com o Espírito Santo e também recebeu o chamado ministerial. Isso foi há 40 anos! E hoje, no culto, ele convidou o Pr. Airton dos Campos Salles, o pastor que o batizou nas águas, para pregar. Enquanto o papai e depois o Pr. Airton falavam, muitas coisas se passavam em meu espírito. Era pura confirmação. A atmosfera era de glória. A presença do Senhor era palpável, inegável. Eu ia me lembrando de coisas que o Senhor vem me falando ultimamente. Por exemplo, no livro de Juízes, sobre a importância de a nova geração conhecer o que a velha geração passou, viveu, e valorizar isso, para não se desviar do Senhor. Ali estava o Pr. Airton, contando dos primeiros dias da renovação espiritual no Brasil. Das perseguições (o Senhor disse em meu coração que em meu ministério sofrerei perseguições. Assim como o primeiro pastor de Lagoinha, José Rego, não devo me defender diante dos acusadores). Das atitudes de humildade, quebrantamento, sacrifício pessoal, consagração, dos que estavam à frente deste mover. Ele honrou o Pr. José Rego do Nascimento, citando suas palavras, experiências, e tudo isso falou profundamente ao meu coração. Ele disse que o Pr. Rego “foi o altar e o sacrifício”. Ele era “totalmente do Senhor”. Ele era “fora de regra”. Não tinha igual. Quando ele falava, de repente, o Espírito Santo que estava sobre ele tomava a Igreja. Coisas tremendas aconteciam. Muitas vidas transformadas. Ele era poderoso em Deus, na Palavra. Quebrava espíritos de religiosidade, pois mentes muito inteligentes iam vê-lo só para criticá-lo e se rendiam à Verdade da Palavra e do Espírito, como aconteceu com o Pr. Enéas Tognini. Enfim, me alegrei muito em ver esta ponte, exatamente neste tempo, entre as gerações. Lembrei-me que há pouco fomos a Brasília nos 40 anos da CBN.
Foi então que ele passou a pregar em João 3, onde João Batista, que preparou o caminho para a primeira vinda do Senhor disse: “Convém que Ele cresça e que eu diminua”. Fiquei muito emocionada porque esta semana passei uma madrugada lendo o Evangelho de João, e anotei muitas coisas exatamente neste trecho, em que João explica a seus discípulos que ele é o amigo do noivo que se alegra por sua chegada. O pastor discorreu sobre os sinais do Apocalipse que já estão acontecendo, sobre a decadência da Terra. E nós, temos o chamado de João Batista, de prepararmos a segunda vinda do Senhor. Ele disse que se sentia como na Lagoinha que pastoreou, pois a Igreja respondia intensamente. E disse que naquele tempo diziam que estavam vivendo dias proféticos, mas que hoje os dias eram “mais proféticos” ainda! Olhei pra traz, no banco onde estavam sentados a Nívea, o Gustavo e o Sílvio, e disse para a Nini: “Essa é a nossa hora, Ní!”. Ela também mal podia se conter de tanta revelação de Deus!
Quando o pastor Aírton terminou, ele pediu que duas pessoas, uma mulher e um homem, orassem. Papai me falou que esse era o costume antes. Se ele não tivesse pedido, não aconteceria o que aconteceu a seguir. A Andréia, mãe da Nena, orou poderosamente. Depois, um homem jovem, um Apóstolo boliviano chamado Fernando Guinlle, que está visitando nossa Igreja, foi orar. Ele começou a profetizar sobre a Lagoinha, sobre como somos escolhidos por Deus para sermos uma porta de entrada do céu na nossa nação. Ele via os anjos entrando por ela. Isso confirma toda nossa história até aqui. E então passou a profetizar sobre mim. Eu, que já não podia me conter de tanta glória de Deus, mal podia acreditar que o Senhor falaria mais profundo em meu coração. Já não cabia tanta bondade de Deus dentro de mim. Confesso que eu já estava em outra dimensão, e só consigo me lembrar de algumas coisas. Vou comprar o DVD do culto para assistir tudo depois.
O Senhor falou sobre um novo tempo, de mudança no meu ministério, de um novo nível de unção, de sinais, prodígios e maravilhas, falou sobre dores de curas criativas (confirmando palavras que já recebi sobre isso. Ainda no Seminário, um profeta me chamou lá na frente e disse que eu seria como Kathleen Kulman. Também o Apóstolo Roni Chaves disse que mãos cresceriam quando eu orasse, etc), e disse o Senhor para eu pedir a ele as nações por herança porque o Brasil Ele já havia me dado, mas que isso não era muito para Ele. Ele quer me usar entre as nações. Lembrei-me dos primeiros anos de chamado quando aprendi com King’s Kids, da Jocum a canção com o Salmo 2 “Pede-me e dar-te-ei as nações e os confins da Terra como tua possessão”.
Ele profetizou sobre meu pai, dizendo que o Senhor o chamava de Pai para o Brasil. E houve muitas outras palavras, mas eu não conseguia ouvir, pois o Espírito ministrava poderosa e profundamente em mim. Lembrei-me de um texto da Heidi Baker que eu havia lido ontem, sobre como ela foi arrebatada por 3 horas com as mãos erguidas e levada pelo Senhor em espírito a contemplar o Seu propósito para a vida dela. Quando ela se levantou, estava sozinha na igreja e de lá para cá tem servido a Deus como missionária entre os pobres na África, Ásia e Inglaterra, principalmente em Moçambique. E ela vai estar em Jerusalém! Pensava comigo: “Eu também vou sair desta experiência transformadora”. E bebia e bebia do Espírito. Lembrava-me do Pr. Airton contando sobre algumas experiências da época da Renovação Espiritual, como o riso, o gozo no Espírito. Um Senhor de 74 anos defendendo tal liberdade! Lembrei-me de ter lido esses dias no “Avivamento em Glória”, sobre a unção do riso e de desejar experimentá-la. Eu bebia e bebia enquanto a glória descia sobre a Igreja. Foi então que meu cálice transbordou!
O Apóstolo Fernando começou a falar sobre o anjo que agitava as águas do tanque de Betesda. Ele disse que o Senhor tinha liberado esse anjo para estar ali e que Lagoinha seria esta fonte de cura para os enfermos. Eu mal podia ficar de pé, me segurar, era muito para meu corpo agüentar! Quando visitei o Tiago no CTI na sexta-feira, senti de levar a Bíblia para ler um texto. E li exatamente João 5! E eu disse ao Tiago que o anjo que agitava as águas de Betesda estava ali comigo! Foi muito forte! Outra coisa que aconteceu foi que na sexta-feira a Andréa, mãe do Lucas, de Brasília, ligou para a Iana contando que o bebê que ela espera estava curado! Quando estivemos na casa deles para visitar o Lucas, a Andréa compartilhou a alegria de estar grávida, mas ao mesmo tempo a tristeza de ouvir dos médicos que o feto não estava no desenvolvimento normal. Ali, oramos de joelho e cremos na cura. A cura chegou. Mais um sinal.
Eu realmente creio nesta unção nova, neste desatar de um novo tempo, do cumprimento de tantas palavras que ao longo dos anos tenho recebido. E tudo vem se encaixando, não só as palavras, mas as oportunidades de ministrar sobre os enfermos. Ele disse para eu me preparar. Estou disposta. Quero orar mais, passar mais tempo falando em línguas, “me perdendo em Deus” por 2, 3 horas, como disse o Pr. Airton. Quero jejuar mais. Ler mais a Palavra, pois Deus tem revelação para mim e quer me usar no dom de ensino. “Remir” o tempo, como disse o Pr. Airton, é “salpicar o sangue de Jesus no nosso tempo, para que consigamos fazer essas coisas, é santificar, redimir o tempo”.
Quando esse momento terminou, eu estava no chão. Ali no meu canto, prostrada aos pés do Senhor. Sete vezes declaramos “Jesus Cristo é o Senhor do Brasil”, e eu, sem me levantar, fiquei na posição de Leão e bradei. Ninguém sabia que era isso, mas eu estava profetizando, e via o Brasil e o Leão por cima dele, com suas patas sobre a nossa nação. Meu pai fez o apelo para os que queriam entregar a vida a Cristo e muitos foram à frente. Então nos chamou para cantarmos o Salmo 90 e o Aleluia de Handel. “O reino deste mundo já passou” foi algo sobre o que o Pr. Airton também falou dentro da explicação do Apocalipse. E quando cantamos “De geração em geração Tu és Deus”, tudo fez sentido! Lembrei-me de termos iniciado o culto lendo o Salmo 100”… de geração em geração a sua fidelidade”. Como é bom estar em um lugar onde o Espírito Santo flui com liberdade. Ele orquestra tudo. Ele nos surpreende com tanta perfeição. Ele faz infinitamente mais do que podemos apreender, absorver, com nossas mentes naturais. É maravilhoso!
Ao término do culto, eu que estava tão bêbada, precisei me esforçar para “me ligar” e dar atenção às pessoas que vieram tirar fotos, pedir oração. Pude orar por várias delas. Me marcou principalmente orar por uma menina que fechou os olhinhos com tanta fé, enquanto eu pedia a Deus para ajudá-la a não roer mais as unhas. Eu tinha esse problema desde os 2 aninhos de idade. Pude ministrar a vitória para ela. Repreendi a ansiedade, o medo, a rejeição, e disse que o Senhor a ama e está sempre com ela para ajudá-la. Também houve uma família do Espírito Santo, cuja mãe sonhou que eu orava por seu filho que tem um problema nos pés. Enquanto eu orava por ele, eu o vi grande, adulto, um poderoso homem de Deus. Eu vi como um pastor ou missionário, evangelista, pregador da Palavra de Deus. Senti-me honrada de estar impondo as minhas mãos sobre ele. Disse à sua mãe para guardar essa promessa em seu coração.
Já em casa, pude descansar e curtir o Isaque. Tive uma surpresa quando me levantei: a irmã Ângela Florista mandou um bouquet de livros e boca-de-leão! Com um cartão abençoando este novo tempo no meu ministério! Uau! Chorei de amor. À noite tivemos um tempo de oração pela mamãe, com algumas irmãs da intercessão e com o Apóstolo Fernando, que veio nos visitar. Nesses dois momentos pude chorar e receber refrigério do Senhor e crer que o “escape, o descanso, a cura, a recompensa vem sem demora”, como diz a música da minha amiga Ludmila. O Senhor destrói nossos inimigos, os adversários da nossa nação que têm tentado fechar esta “porta”, que somos nós, nossa família, escolhida pelo Senhor em nossa nação. Mas Deus é fiel e sabe até onde podemos suportar, e enquanto isso, maior é a glória e o poder que se revela em nós e através de nós. Ele é a nossa vitória.
Esta semana estarei na Alemanha. Eu e o Gustavo nos falamos por e-mail e estamos felizes porque vamos nos encontrar lá. Que o Senhor possa usar cada um de nós, do DT e de todos os ministérios, que estaremos juntos neste Congresso. Conto com as orações de todos os que se dispõem a irem junto conosco nas intercessões. E se puder, atualizarei o Blog enquanto estiver lá. Senão, assim que voltar, dia 1º de setembro, compartilharei as bênçãos que o Senhor fará em nossa vidas e naquele lugar. Louvado seja, para sempre, o nome do nosso Senhor, Jesus Cristo.