Posts de Novembro, 2007

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Palavra de agradecimento

Novembro 30, 2007

Amados irmãos,

Escrevo para agradecer, pois cheguei em casa e pude me assentar ao computador para ler os comentários do Blog, e também conferir os impactos sobre o texto de Anápolis. E agora, quero realmente agradecer por cada palavra de incentivo, de encorajamento, que li de vocês para mim.

Só o Pai sabe o tanto que eu precisava disso… Vocês me fizeram chorar hoje… Mesmo sabendo que estamos no centro da vontade de Deus, dispostos a obedecê-lo em tudo, em qualquer coisa, `as vezes nos sentimos fragilizados e uma palavra de consolo é um remédio, um bálsamo que escorre lavando o nosso coração, não é mesmo?

Pois foi assim que me senti agora mesmo, ao ler seus comentários tanto sobre o Blog e como ele tem sido edificante, sobre como compreendem as mudanças nele, quanto sobre o ato profético do Leão.

Muito obrigada mesmo, até aos irmãos que não comentaram nada , mas que amam e oram abençoando a minha vida.

Amo vocês.

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29 de novembro

Novembro 29, 2007

Queridos irmãos que acompanham o Blog,  

Quero agradecer por cada comentário que, sempre que possível, eu leio com carinho. Infelizmente não tenho como responder a todos os pedidos, a não ser os de oração, pois na mesma hora em que leio, paro e oro abençoando suas vidas em nome de Jesus. Agradeço até mesmo pelas críticas, as saudáveis, e por cada palavra de ânimo e encorajamento, pelos testemunhos que vocês têm compartilhado comigo e com os demais leitores. 

Creio que todos já perceberam que mudei um pouco a maneira como tenho postado minhas palavras no Blog. No meu coração, fiz um compromisso de atualizar vocês com meu diário até o retorno da viagem missionária aos Estados Unidos. De lá pra cá, continuo registrando minhas experiências e impressões em meu caderninho, mas não tenho colocado no ar. Estou buscando exatamente o que devo postar no Blog. Algo que realmente vá edificá-los, e tenho buscado escrever mais textos de meditação das Escrituras. Por isso, não estranhem. Não estou deixando este canal ministerial tão precioso que o Senhor abriu para mim, mas estarei compartilhando pérolas, palavras que espero ser mais pertinentes e edificantes, do que detalhes mais corriqueiros do meu dia a dia. 

Sei que ter postado meu diário valeu e foi muito importante, mas o propósito que o Senhor tinha de desmistificar a “Ana”, já se cumpriu.Mantenho meu diário como disciplina espiritual para minha própria edificação (reconhecendo o Senhor em todos os meus caminhos, e Ele tem endireitado as minhas veredas), mas somente alguns dias serão compartilhados com todos. 

Além do mais, comecei a perceber uma pequena corrupção no meu coração, pois passei a escrever algumas vezes me preocupando com o Blog, e não é esse o propósito de um diário. Ele deve ser um encontro entre quem escreve consigo mesmo e com Deus. É lugar de desabafo, de confissão, e de registro de sonhos, promessas, e testemunhos do cuidado constante do Senhor. Enfim, não quero perder este propósito, e o que puder dividir no Blog, farei com muita alegria. 

Mais uma vez, obrigada por cada um que lê, e por cada um que lê e que comenta. Obrigada aos meus ajudadores, Iana, Tati e Pablo, que me ajudam neste novo veio do ministério. Que o Senhor continue usando este Blog como um canal de bênção para todos nós!

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O Novo

Novembro 23, 2007

Eu não consigo me lembrar de um tempo em que tão intensamente Deus me falasse acerca do “novo”. Já há quase um ano tem sido algo tão forte e constante que Ele não me deixa esquecer ou relaxar, mas está sempre me tirando da minha “zona de conforto” e me fazendo até mesmo ansiar pelas coisas novas que vem prometendo realizar em mim e através de mim. 

Entrar no “novo” de Deus não é algo fácil, pois parece que quando estamos mais acostumados a fazer de uma certa maneira, comprovada, aprovada, que já dominamos, precisamos abrir mão dela e confiar outra vez. Precisamos dar um passo que aparentemente é louco, insano, mas que é o passo de fé, de dependência e de obediência que Deus está pedindo de nós. Nestes últimos meses de 2007 o Senhor está fazendo tantas coisas novas em mim, no meu interior, mas também no Diante do Trono. Algumas direções que há bastante tempo Ele havia nos dado, sussurrando em nossos ouvidos, foram se tornando mais e mais fortes dentro de nós, e agora chegou o momento de obedecer, de confiar, de sair do que nos era cômodo (eu não disse que era fácil, mas de alguma maneira nós já “conhecíamos o terreno”), e entrar no “novo” de Deus, que é totalmente desconhecido e desafiador para nós. 

Em uma de nossas reuniões de oração com a empresa o Senhor me deu uma impressão no espírito, tão clara como uma visão. Estávamos correndo em um campo, eu e mais dois líderes do ministério, quando chegamos ao fim do terreno. Parecia que estávamos nos esforçando bastante naquela corrida, mas agora era necessário continuar e não havia chão para apoiarmos os nossos pés. O céu à nossa frente era azul, maravilhoso e imenso, e sem nos determos por muito tempo, saltamos no ar, e imediatamente asas brancas, enormes, surgiram de nossas costas e voamos. Foi interessante ver que, assim que levantamos vôo, muitas outras pessoas, vindas de algum lugar abaixo de nós, de outros níveis na mesma montanha, também deram o salto de fé, pois elas subiram com asas e voavam conosco. Ao término da reunião, um de nossos gerentes me contou que estava em conflito, sem entender o que via, pois o Senhor lhe mostrava asas brancas, enormes, saindo do meio das costas de cada um de nós! Que confirmação para mim! Aleluia! 

A princípio, quando o Senhor começou a me falar sobre entrar no “novo”, foi um pouco assustador para mim. Parecia que o “velho” estava errado e eu me senti fracassada. Mas aos poucos venho entendendo que não é bem por aí. É como diz a expressão bíblica “de glória em glória”. Somos transformados, transportados, elevados, cada vez mais, a uma nova expressão da glória do Senhor. Não que o que alcançamos antes fosse ruim, mas o “novo” está diante de nós.  

Relendo o livro “Avivamento em glória”, deparei-me com uma ilustração que reflete muito bem o que estou querendo transmitir: 

“Muitos de nós sabemos o que é limpar o armário. Lá você encontra um vestido ou um terno que era o seu favorito, mas aquilo foi no ano passado e Deus lhe deu um outro novo. Então o velho precisa ir embora para abrir espaço para o novo. Se alguém tivesse sugerido para se livrar daquela roupa no ano passado, você não estaria disposto a nem sequer pensar no assunto. Mas este é um novo dia”. (página 185) 

Vamos dar lugar ao “novo” de Deus em nossas vidas. Sem medo, alcemos os vôos que as asas do Espírito nos capacitam a dar. Quando dermos o primeiro passo em direção à obediência, o Senhor provará o sustento, as pessoas, o consolo e principalmente, a alegria de estar vivendo este novo tempo de dependência total em Deus.

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16 de Novembro, sexta-feira, Limeira – SP

Novembro 22, 2007

Neste momento estou no ônibus, voltando de Limeira para BH, ou melhor, indo para o aeroporto de Campinas, de onde sairemos para Confins.  Tivemos um dia muito abençoado ontem, pois além de descansarmos pela manhã (chegamos muito tarde e fomos dormir às 2h), também tivemos uma reunião de oração e de compartilhar como grupo, e foi muito importante.  Além de intercedermos pela ministração, pudemos encorajar uns aos outros e perceber que estamos sob ataques do maligno tentando nos paralisar, desanimar. O Senhor nos trouxe libertação de um forte peso de opressão, e eu, como líder, estou buscando estratégias para estarmos mais alertas e fortalecidos no dia-a-dia, e não apenas quando vamos ministrar.  

Choveu o dia todo em Limeira. A Nívea também ministrou, de tarde, e quando chegou a nossa vez, fomos abençoados com uma atmosfera abençoada. Aliás, apesar de problemas como em qualquer cidade, os céus de Limeira são muito abertos, e pude ouvir testemunhos da glória do Senhor. Há dois anos, quando estivemos aqui, foi a primeira vez em que as igrejas se reuniram daquela maneira, em massa, em um estádio, e unidade foi a palavra chave da ministração. De lá pra cá o Corpo tem estado mais unido, e até curas e milagres têm se manifestado, e muitas vidas têm sido salvas nas igrejas. Há 15 dias, dois paralíticos foram curados aqui, e uma pessoa que não comia há 10 anos, saiu curada de um culto e está comendo! Aleluia! A ministração foi abençoada e muitas palavras proféticas vieram ao meu coração em um determinado momento para a cidade de Limeira. Palavras sobre a glória de Deus vindo sobre as mãos das pessoas, para curarem os enfermos, e para exercerem ministérios de misericórdia. O Senhor disse que nesta cidade os ministérios de misericórdia crescerão e serão abençoados, e conhecidos como referencial (ao término, um irmão, com lágrimas nos olhos, me disse que foi uma confirmação, pois ele tem um ônibus que transporta crianças com paralisia cerebral na cidade). Também recebi do Senhor palavras de bênçãos para o crescimento de escolas cristãs na cidade, que prosperarão, e também os seminários e escolas bíblicas, e um dia haverá uma Universidade Bíblica, Cristã, referência no país, e os filhos dos filhos estudarão nela.  Foi uma palavra tão específica, que fluiu dos meus lábios poderosamente. Eu creio. Vamos guardar no coração. Também foram liberadas bênçãos para editoras, produção de livros, uma unção para esta área acadêmica e de ensino. 

Esta é uma cidade especial. Vi um muro de fogo ao redor dela, e em outro momento, uma onda de água gigantesca se formando e prestes a invadir o estádio, a cidade, nossas vidas. Podemos aguardar e veremos o agir do Senhor. Outra bênção nesta cidade é o prefeito, um crente no Senhor Jesus. Ele e sua família, e também o presidente da câmara, que é nascido de novo, estiveram lá todo o tempo. Oramos por eles e foi muito precioso fazer isso. Quando temos esta oportunidade sempre fazemos, e agora, orar por um irmão em Cristo, foi uma emoção muito grande. Tomara que um dia todos os brasileiros, todos os governantes da nossa nação sejam nascidos de novo! Não que eu defenda a eleição somente de evangélicos, não! Mas pelo seu próprio bem, que todos fossem salvos, e que, no mínimo, homens tementes a Deus ocupem os lugares de autoridade. Feliz a nação cujo Deus é o Senhor! Foi maravilhoso ouvir o prefeito declarar a bênção do Senhor sobre a cidade. Aleluia! 

Perto do fim da ministração senti a direção de levar os enfermos que estavam na frente do palco para o camarim, onde pudéssemos orar por eles mais especificamente. Havia várias crianças com paralisia cerebral, em cadeiras de rodas, e seus familiares. Havia um grupo de surdos, e outros enfermos. Só de estarmos com eles já foi precioso, pois merecem o amor e a atenção especiais. Mas também creio que nossas orações não foram em vão, ainda que nenhum tenha sido imediatamente curado. Mas anseio pelo dia em que a glória do Senhor se manifestará poderosamente diante dos nossos olhos. Suspiro por isso.  

O Johny tinha recebido uma palavra à tarde sobre fazermos as mesmas obras que o Senhor, e outras ainda maiores. Estamos caminhando, ousadamente e contra as pressões adversas, firmados nesta Palavra.

Obrigada, Senhor, por tantas experiências. Tantas que não cabem aqui. Obrigada, Deus, por cuidar de nós e de nossos amados. Muito obrigada! Amém.  

Ah! Esqueci de escrever sobre a surpresa que me fizeram, um quadro de homenagem pelas 100.000 cópias do CD “Tempo de Festa”. Isso realmente é bondade do Senhor em tempos de crise, de pirataria. Aleluia! 

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Refletindo sobre a videira…

Novembro 20, 2007

“ Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda”. João 15:1,2. 

Queridos, 

Esta é a Palavra que está pulsando em meu coração nos últimos dias e eu gostaria de compartilhar um pouco com vocês. Certamente o Senhor é a Videira. Ele é a nossa fonte de vida, de seiva para alimentar os ramos. A capacitação para produzir os frutos vem dele. Sem Ele nada podemos fazer, como o próprio Senhor nos ensina nesse mesmo texto um pouco mais adiante. Não temos dúvidas quanto a isso. Quando paramos e olhamos para tudo o que temos feito ao longo desses 10 anos de ministério podemos reconhecer que foi o Senhor quem fez. Mas o fato é que nem sempre estamos conscientes de nossas limitações e dependência total para com o Senhor. Em alguns momentos parece que aprendemos a “fazer a obra” de Deus de um modo automático, e continuamos a nos dedicar com todo o empenho, amor, mas da nossa maneira, do nosso jeito. E então o Senhor vem e nos permite levar umas chacoalhadas para nos fazer parar e perguntar outra vez o que Ele quer de nós, ou ainda, como Ele quer que façamos a Sua obra (é dEle e não nossa!).

Outras vezes, ao invés de um fato que nos abale as estruturas, Ele permite que a vida se vá, que o vigor se acabe, definhe, e se acordamos antes que seja tarde demais, é possível cortar o que não é frutífero em nós e voltar a florescer.  

Tenho vivido isso vez após vez. Até mesmo quando erro, quando peco, mesmo em pequeninas coisas, percebo uma oportunidade que o Senhor está me dando a fim de que eu pare, em quebrantamento diante dEle, e sonde meu coração. Posso rever meus caminhos, e reconhecer mais uma vez minha total dependência da Sua misericórdia. Posso mais uma vez me amolecer como o barro em Suas mãos e deixar que Ele me faça de novo, e me molde para me ajustar ao novo que Ele tem para mim. Ou quando me falta a alegria, o vigor, isso também tem me feito parar e buscar a seiva, o fluir da Videira, o fôlego de vida que vem do Espírito Santo dentro de mim. As novas forças vêm. As novas direções vêm. O renovo vem. Começo a brotar outra vez.  

O fato de ter recebido uma direção do próprio Deus para fazer algo no passado, não significa que será sempre assim. Mas nós temos a tendência de nos apegarmos a modelos que deram certo, e o Senhor, geralmente, faz coisas novas as quais precisamos nos adequar. O meu jeito de ser, de falar, meus valores, talvez desde a infância e criação, certamente também serão alvos do trabalhar das mãos do Senhor. Não posso me esconder atrás dessas coisas, desses argumentos e justificativas, mas preciso me dispor a mudar.

A poda que o agricultor executa na planta que ama é dolorida para ela, mas com certeza é para o seu bem, para que produza mais fruto e alegre o seu dono. E eu prefiro estar neste lugar de poda, de tratamento, de cuidado do Senhor para comigo. Afinal, Ele corrige aqueles a quem Ele ama. Se passo muito tempo sem uma correção que me leva a um quebrantamento diante dEle, pode ser que eu esteja morto sem perceber. Pode ser que eu esteja com o coração endurecido, não esteja recebendo a vida da videira, e o ramo que não frutifica será cortado, se é que já não foi, e é jogado fora. Mesmo que ele tenha uma aparência bonita, se não for além das folhas, se não frutificar, será lançado fora. Por isso, eu prefiro doer nas mãos do Senhor. Render-me ao Seu trabalho para me podar na forma que Ele desejar, contanto que eu continue nEle, ligado, enxertado, permanecendo, perseverando nEle.

Que Suas graciosas mãos continuem tocando a minha ferida, aquelas áreas em que eu preferiria que ninguém mexesse. Que Ele continue me confrontando, usando pessoas e situações para me afiar, para me provocar a mostrar quem eu realmente sou. Que Ele opere as mudanças necessárias em meu interior, mudando a minha maneira de ser, de falar, de sentir, de ver o mundo. Que Ele prossiga tirando o medo, a timidez, a covardia, trazendo Sua força na minha fraqueza, Sua alegria na minha tristeza, Sua mansidão na minha ira, Sua humildade na minha soberba, Seu quebrantamento na minha dureza. 

Certamente você poderia nomear as áreas em sua própria vida onde o Senhor precisa trabalhar. Eu quero te encorajar a se entregar alegremente a essa poda, pois melhor é estarmos nas mãos do Senhor do que fora do Seu cuidado, do Seu toque, das Suas mãos. Fora dEle, desarraigados da Videira, não há vida. Como ministério também mais uma vez nos rendemos ao Sumo agricultor. Ele nos plantou. Somos obra de Suas mãos. Que faça de nós o que quiser, conforme o plano que está em Seu coração. 

Com amor e temor,

Ana.

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29 de outubro de 2007, da Flórida para NY

Novembro 20, 2007

Graças a Deus estamos chegando ao fim da viagem. O grupo volta hoje de NY para o Brasil, e eu, por causa de um propósito de restituição do Senhor em minha vida, ficarei como o Gustavo por dois dias. Nosso tempo na Flórida foi muito intenso, com muita batalha espiritual e também vencendo o cansaço acumulado, principalmente da longa viagem de Atlanta para cá, e todo o episódio do ônibus, que ao final se tornou mais um testemunho do cuidado do Senhor. Um ônibus vazio, que voltava de Orlando para a cidade onde ficamos, Fort Lauderdale, parou e nos levou de carona, e fomos salvos dos pernilongos gigantes, da chuva e do calor, das muitas horas de espera parados naquela estrada! Aleluia! 

No dia seguinte me encontrei com a Sara e o Josh, e, muito felizes, fomos buscar o Gustavo no aeroporto, e tivemos um precioso tempo juntos, nós quatro! Parecia um sonho! E à noite, na ministração, eles foram, e muitos dos seus amigos americanos que vieram para o casamento também.  

O Senhor me levou a ministrar nas três línguas (português, inglês e espanhol), pois havia muitos hispanos (30% dos bilhetes comprados) e americanos. Caravanas vieram até da Califórnia, Boston, e foi um tempo de muita cura para todos. A palavra do Senhor para nós foi amar e ter compaixão, e até o fim, vez após vez, Deus trouxe vida onde havia morte através das canções, palavras, visões (o Juninho compartilhou), orações (Soraya, Zê, Gu, etc). Havia mais o menos 20 pastores ali. Como em todos os eventos, oramos com eles antes de iniciar e clamamos a Deus por unidade, por perdão, por restauração. Também tivemos a oportunidade de almoçar no dia seguinte, com os pastores da Igreja que tem a cobertura de Lagoinha aqui em Boca Raton, e foi muito bom. Eles têm sofrido muito e pudemos derramar bálsamo sobre seus corações. Bálsamo é a palavra ideal para o Deus fez na ministração e nos encontros que tivemos com cada pessoa que o Senhor colocou em nosso caminho. 

Assim como em Atlanta, nos encontramos com o Marcelão e a Cristina, aqui matamos a saudade do Humberto, Elisângela e filhas, pessoas que fazem parte da nossa história da época do El Shamah, antes do DT nascer. E, é claro, meu encontro com meu primo Júnior e sua esposa Juliana, foi um renovo em nossos corações. Foi bom ver como estão bem, pois aqui nesta terra o Senhor mudou a sorte do meu primo, e abriu as portas da provisão, da família, dando a ele uma esposa virtuosa e que o ama muito. Deus tem cuidado da minha família. Aleluia! 

O casamento da Sara, no domingo, nosso único dia de folga, e exatamente aqui na Flórida, praticamente na mesma cidade dela, a apenas 20 minutos do nosso hotel, foi um presente que não tenho palavras para expressar. Ainda estou como quem sonha. Tudo foi muito lindo e especial, pois ela, além de ser maravilhosa, fez cada detalhe exatamente como o Senhor lhe ordenou. Ela representou a Igreja, e o Josh, o noivo, Jesus. E toda a celebração aconteceu representando a parábola das dez virgens. Foi um privilégio para nós participarmos, ministrarmos, juntamente com os pastores e líderes brasileiros e líderes americanos, que estavam ali para abençoar, comissionar (pois esse é verdadeiramente um “Great Comission Couple”), e se alegrar com os amigos e discípulos Josh e Sara. Ela, sempre tão carinhosa, ainda me deu um presente que vai ficar enfeitando minha cozinha. Uma lembrança desse tempo pleno que chegou para nós. Aleluia.

Agora nos despediremos do grupo, e estou tão orgulhosa de cada um. Foi bom ouvir também dos Daniéis, músicos convidados e dos organizadores, que ainda convivendo conosco, que fomos muita benção para eles.  

Graças a Deus por isso!  

Obrigada, meu Deus! Amém.

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26 de outubro de 2007, sexta-feira, no ônibus, viajando de Atlanta para Boca Raton, Flórida, por uma noite e um dia.

Novembro 20, 2007

Neste momento estamos saindo da cidade de Orlando, onde desviamos nossa trajetória para visitarmos o Parque “Holy Land Experience”. Queria registrar que desviamos nossa trajetória, pois se tivéssemos combinado a visita ao Parque Holy Land antes, teríamos feito outro caminho. Mas aconteceu algo que me fez lembrar do encontro de Jesus com a samaritana, e da expressão “era necessário passar por ali”.

Quando paramos de Atlanta para a Flórida, em Jacksonville para tomar café no McDonalds, uma mulher americana que estava encostada no balcão, começou a conversar comigo, e ela abriu seu coração e a história terrível da sua vida e de seu filho. Pude falar com ela sobre o Senhor Jesus e sobre o arrependimento que eles precisavam ter, voltando para Deus, pois tinham um passado na Igreja. Era necessário ter parado naquele McDonalds, naquela manhã, aleluia! 

Ir ao Holy Land foi um presente de Deus para todos nós. Tivemos apenas algumas horas ali, suficientes para marcar nossas vidas para sempre e encher nossos corações de amor por Jesus, pela Palavra de Deus, e por Israel, Seu povo escolhido, por meio do qual o plano da salvação alcançou toda a Terra. Foi muito especial pra mim, pois estive aqui com o Gustavo, Sara e sua preciosa família. E pude me lembrar da oração que fizemos para que todo o DT pudesse ir ali um dia. Aliás, durante toda esta viagem tenho estado “como quem sonha”, vendo o Senhor realizar os desejos do meu coração. Ah! Como Ele é fiel! 

Ontem em Atlanta, passei um dia bastante difícil, doendo todo o corpo por causa do cansaço, mas principalmente por causa da intensa batalha espiritual que estávamos travando. E foi só com um tempo de oração, eu e a Zê, que o renovo e refrigério do Senhor encheram meu coração novamente. À noite, na ministração, eu estava maravilhada diante de tudo o que o Senhor havia feito pro mim, fortalecendo e guiando a minha vida a cada passo do culto.  Desde mais cedo, por me sentir tão fraca, eu senti que o Senhor havia preparado o grupo e eu poderia contar com eles como nunca nessa ministração. Eu, que passei os últimos dois dias concentrada nas grandes coisas que o Senhor estava fazendo com relação ao nosso futuro, pude contar com o grupo, que esteve em momentos poderosos de oração, concentrados na ministração. E realmente, a Mary fez um cântico espontâneo lindo.

A Helena trouxe uma palavra que me ajudou e trouxe um rumo tremendo para a ministração, e o Juninho compartilhou uma visão que também determinou para onde estávamos indo.  O Senhor já havia me falado que aquele era um público diferente, que não precisava ouvir as mesmas coisas dos outros. Até contei com eles, e eram como um exército, avançando.

Senti muita paz e liberdade na Igreja que nos recebeu, a Videira, como uma igreja saudável, que tem dado frutos, não aceitando as palavras de maldição de que “não dá certo”, “aqui ninguém tem compromisso porque só veio para trabalhar”, etc. E foi um tempo de confirmação dos propósitos e sonhos de conquista e restauração desta nação.  

Houve momentos preciosíssimos na ministração, como um ato profético em que os norte americanos foram à frente, e havia talvez uns vinte deles, e os irmãos brasileiros vieram e os abraçaram e os abençoaram. Também colocamos um brasileiro entre um branco americano e uma negra americana, profetizando reconciliação. Atlanta é a cidade onde o Pr. Martin Luther King marchava orando e louvando, sem lutar, pedindo pela igualdade entre brancos e negros. Estávamos todos vestidos de vermelho, e cantamos Isaías 62, “Por amor de ti, USA”, segurando a bandeira deste país. Foi muito lindo.  Agora, na Flórida, a impressão que tenho é de que o fechamento desta tour será ainda melhor. O último vinho é sempre melhor que o primeiro. E além dos propósitos ministeriais, pessoalmente para mim é muito precioso estar aqui.  

Uma de minhas melhores amigas, Sara Robut, estará se casando com o Josh, um dos melhores amigos do Gustavo. E o melhor de tudo é que eles marcaram a data, sem combinarmos, exatamente para o nosso dia de folga na Flórida! Aleluia! E daqui a pouco estarei me encontrando com eles, e amanhã de manhã vamos buscar o Gustavo no aeroporto, pois ele vem só para fazer o casamento, e nós quatro teremos um maravilhoso tempo juntos. Também poderei me reencontrar com meu primo Júnior e sua esposa, Juliana, que moram aqui, e os meus primos André e Carla, que estão dançando em uma companhia daqui e que ministram conosco sempre que podem. Tudo isto é muito especial para mim. Eu me alegro muito no Senhor. 

Agora, nosso ônibus está parado, estragado, na estrada. Oramos para que o Senhor nos abençoe e que consigamos sair logo, em nome de Jesus. Obrigada por tudo, Senhor. Amém.

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22 de outubro de 2007, segunda-feira.

Novembro 8, 2007

Estamos no avião, saindo de NY para Atlanta. Estou tão cansada. Esses dias têm sido muito intensos, mas o Senhor está me dando graça a cada momento.  Talvez o que esteja me “cansando” seja um pouco de preocupação que tem tentado oprimir meu coração, mas estou entregando a Deus os meus cuidados.  

Ontem nosso dia de passeio em Nova York foi muito bom. Em especial, tivemos um momento de oração no local onde estavam as torres gêmeas, o World Trade Center. Foi tão lindo como o sol brilhou sobre nós enquanto orávamos concordando com o clamor que a Zê levantava ao céu. E um senhor, sentado no chão, começou a tocar “Amazing Grace” na flauta. Foi lindo. Pudemos nos quebrantar por tanta dor naquele lugar, e clamar a Deus e por Sua misericórdia para com essa cidade e nação.  De lá saímos pela cidade, caminhando pela iluminada Broadway, e também alguns de nós fizemos um citytour na van de um irmão, Cloe, que viajou conosco do Brasil para cá. Ele foi ao culto em Danbury e nos presenteou com esse passeio. Foi muito bom estar com ele, ouvi-lo, ministrar um pouco à sua vida. E também tínhamos conosco alguns irmãos queridos que nos receberam e estão nos acompanhando nesta terra. São preciosos os momentos ouvindo suas histórias e ministrando em seus corações.

Quando voltamos para o ônibus, a caminho do hotel em Danbury, o Jhony compartilhou sobre um grande livramento que Deus trouxe aos seus filhos, Caio e Nena, no Brasil. Ele falou com sua esposa e um acidente na casa de uns irmãos aconteceu exatamente quando começamos a orar pela ministração do dia 21. O Senhor os livrou. Nada de mais aconteceu com eles. E nós, naquela batalha imensa, fomos fortemente guiados pelo Espírito a interceder repreendendo setas de morte contra nós naquele dia. Mesmo depois da ministração, um clamor por livramento, mesmo em línguas por alguns momentos, o Senhor nos levou a fazer. Não tínhamos idéia do que estava acontecendo. Aliás, creio que só na eternidade saberemos o tamanho do cuidado de Deus para conosco.  

Hoje pela manhã também aconteceu algo especial. A Ezenete pôde conversar com o Manoel, motorista português do ônibus que nos transportou esses dias, e ele entregou sua vida a Jesus! Ele já estava cantarolando e assobiando as nossas músicas, e seu semblante estava cada vez mais sereno. Conviver conosco esses dias deve ter sido um impacto para ele.  Outros irmãos têm testemunhado isso também. E eu agradeço muito a Deus por esse bom testemunho que podemos, por Sua graça, dar a todos ao nosso redor. Realmente o grupo é muito abençoado, gente crente mesmo, simples, alegre, com o coração sempre desejoso de agradar o Senhor Jesus. Obrigada, Deus. Estamos aqui e queremos cumprir os planos do Teu coração para nós nesses dias. Só isso fará valer a pena termos deixado nossos amados no Brasil. Queremos o Teu querer. Amém.

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Madrugada do dia 21 de outubro de 2007, domingo, Danbury, Connecticut, EUA.

Novembro 8, 2007

Acabamos de chegar da ministração, em um ginásio, no campus da Universidade de Connecticut. Era um lugar muito bonito, e para nós foi interessante estarmos reunidos como equipe no vestiário esportivo daquele lugar, igual aos dos filmes que vemos. Até brincamos nos encorajando e batendo as mãos uns nos outros como os jogadores americanos fazem.

Mas na verdade, o tempo aqui foi uma verdadeira luta, uma batalha, e ao fim, a sensação era de vitória, mas de um parto difícil. Assim que chegamos lá a notícia do André que tivemos era de que o som e a luz, tudo estava problemático. Os americanos responsáveis estavam com muita má vontade para conosco e já haviam agido mal com o pessoal da igreja por diversas vezes.

Ali, no vestiário, tivemos um tempo precioso de oração, louvor, e declaração da vitória do Senhor. Havia muita opressão. Afinal, estávamos invadindo o “terreno do inimigo” (pois coloquei entre aspas porque toda a Terra pertence ao Senhor). Esta região é conhecida como uma das mais envolvidas com bruxaria, feitiçaria, etc. Na cidade em que estávamos anteriormente, havia também a famosa Salém, “cidade das bruxas” como é chamada. Mas o Senhor tem mudado a sorte desse lugar. É o que profetizamos. É o que o Senhor tem falado que vai fazer, à medida que o arrependimento sara esta Terra.

A ministração foi pesada, mas fluiu poderosamente. Senti o grupo mais uma vez unido, avançando como um poderoso exército. E as palavras que o Senhor colocou em meus lábios eram afiadas como espada de dois gumes, penetrando os corações.

Eram quase três mil pessoas, de várias cidades e estados próximos. Os braços abertos, participativos, sedentos. Alguns, com feições duras como de rochas, mas todo o tempo eu cria que o Senhor estava fazendo algo nas vidas. E realmente estava.  

 

 

Algumas palavras foram difíceis de entregar, mas o Senhor me disse que os amava muito, e por isso corrigia aos Seus filhos. No final, uma moça me procurou para dizer que faz parte do “primeiro grupo”, daqueles que não vieram aqui por uma promessa do Senhor, e que vai voltar.  Aleluia. Mudança de vida, de atitudes.

Agora vou dormir, mas depois continuarei escrevendo (o prefeito, a chave, o livramento do André)

Obrigada por tudo, Senhor. Amém.

A caminho de Nova York  

Ontem à noite, na ministração, houve um momento muito especial, inesperado para mim. Como sempre, o Senhor nos surpreende. Ele faz infinitamente mais além de tudo que pedimos, pensamos, cremos, conforme o Seu poder que opera em nós.

O prefeito da cidade de Danbury veio ao evento e nos entregou a chave da cidade! Eu mal podia acreditar! Ele disse claramente, que era para o DT. Esta cidade tem 80 mil habitantes, e 16 mil brasileiros! Sei que era uma entrega de autoridade para a Igreja brasileira, representada pelo DT, a fim de que abençoemos esta Terra, abrindo e fechando no reino do espírito para que venham as bênçãos, a manifestação da glória do Senhor, e que sejam expulsos os poderes do maligno que oprimem esta cidade. Sei também que é uma chave que representa a autoridade que o Senhor tem nos dado nesta nação, não apenas para profetizarmos na cidade de Danbury, mas em todo país. É papel para o qual o Senhor levanta Seu exército de brasileiros nesta terra. Para sarar esta terra. Aleluia. Fiquei pasmada com este sinal do Senhor, esta chave. Nela está escrito: “- Selo da cidade de Danbury – Restituímos”. Glória! Do Senhor é a Terra e tudo o que nela se contém! O mundo e os que nele habitam! Que vontade de dar um brado de vitória!!!!!!

A ministração foi muito intensa, mas nos doamos até a última gota! E antes mesmo de chegarmos a esta cidade, o diabo tentou nos resistir. O pastor responsável pelo evento veio de carro trazendo o André Espíndola e o Tiaguinho, responsáveis pelo nosso som. No caminho, de madrugada, houve um acidente e eles pararam para socorrer a pessoa no carro da frente. Foi então que um outro veículo, em alta velocidade, bateu no carro acidentado, quase atingindo o pastor, que se jogou “mergulhando” no asfalto.

O André conta que “viu” o pastor morto, pois o outro carro levantou do chão e quase caiu em cima dele. Mas a mão do Senhor nos deu um grande livramento e não podemos sequer imaginar como estaríamos se alguma coisa tivesse acontecido com eles.

Interessante foi perceber que no hotel, o Senhor nos levou a interceder naquele mesmo horário. Eu mesma fui dormir já eram 2h20 da manhã, e a Zê continuou orando. No Brasil, a Cris, esposa do André, passou a noite orando. A Soraya também não dormiu, incomodada pelo Senhor para orar. O nosso Deus agiu poderosamente em nosso favor. Aleluia.

Agora, neste exato momento, estou no ônibus com o grupo, indo para Nova York. Temos este dia de folga, e vamos passear na cidade. Mas o Senhor já colocou em meu coração, e já transmiti ao grupo, que devemos estar sensíveis aos propósitos do Senhor para este nosso dia.

Contei a eles algumas experiências de “caminhadas de intercessão e adoração” entre as nações. Isso é algo que tem queimado dentro de mim. O Senhor quer nos usar para abrirmos nossa boca e liberarmos palavras de cura, de mudança, de arrependimento, de transformação por onde formos. E aqui em NY há muito para clamar pela misericórdia do Senhor.

  

 

Sei que vamos passear, nos distrair, rir, relaxar. Mas em momentos específicos que o Espírito Santo nos mover, devemos obedecer e nos render ao chamado do Senhor. Adorá-lo pelas ruas da cidade. Falar do Seu amor. Agir profeticamente.

Ajuda-nos, Senhor. Guarda-nos, Senhor. Ensina-nos, Senhor. Eis-nos aqui. Amém.

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20 de outubro, sábado, saindo de Boston para Danbury, Connecticut, EUA

Novembro 8, 2007

Estamos no ônibus viajando para a nova cidade que o Senhor preparou para nós. Tenho agora, mais do que nunca, convicção de que Deus tem guiado nossos passos, arquitetado um grande plano, para cumprir Seus propósitos em nossas vidas e através de nós. Ele é o Senhor da história. Nesta viagem os propósitos divinos têm se revelado poderosamente. Não havíamos planejado, mas percebemos agora que não começamos pela Flórida, ou por Nova York, onde chegamos. Mas Deus nos levou a ministrar primeiro na região de Boston, lugar mais antigo deste país, onde chegaram os primeiros imigrantes ingleses, cristãos que buscavam liberdade de culto ao Senhor e que construíram este país sobre uma aliança de consagração ao nosso Deus.  

Na primeira ministração, no teatro na cidade de Lynn, uma infra-estrutura excelente, com a presença e apoio do vice-prefeito da cidade, vários americanos, hispanos, e por volta de 500 brasileiros, fomos guiados pelo Senhor a uma noite de quebrantamento. Foi uma ministração muito pesada e difícil, mas nos demos totalmente, profetizando todo o tempo na direção do Espírito e tivemos vitória. Foram muitas palavras, visões do Senhor, vidas salvas e abençoadas. Ao término, parecia que realmente havíamos estado em uma luta.  

No dia seguinte, amanhecemos diferentes. Havia alegria, como se algo novo estivesse nascendo naquele lugar. E a ministração realmente foi diferente. O lugar lotado, umas 1.200 pessoas, e a unção, as águas do Senhor corriam livremente. Se no dia anterior a direção foi arrependimento como nação brasileira, abençoando os EUA, no outro dia foi proclamação. O Senhor nos levou a declararmos Seus altos louvores, proclamando que Ele reina.  A glória de Deus era quase palpável e no final, já embriagada do Espírito, houve um rompimento, pois vi os céus abertos sobre aquele lugar. Depois, conversando com a Zê, ela me contou as visões que teve. Foram muitas, gloriosas e poderosas. Os céus estão sendo rasgados. Aleluia! 

Mas o que mais me marcou foi um ato profético que o Senhor preparou para nós na tarde de ontem. Quem nos falou sobre o tal lugar foi o Pr. Josimar Salum, que é um profeta brasileiro enviado aos EUA. Ele nos disse que estávamos próximos do monumento que marcava a “entrada” nos Estados Unidos da América.  Eu e a Zê fomos até lá com um irmão precioso, chamado Wesley (certamente com um propósito, pois é o nome do grande avivalista do passado que pregava nessa região. Deu outra vez desejo ir até o local) e a Rita, uma irmã querida que nos serviu nesse dia. Fomos com eles a Plymouth, ao porto onde o navio MayFlower, que trouxe aqueles primeiros “missionários” chegou.  

Entramos no MayFlower II, uma réplica feita há 50 anos. Orando ali dentro, chegamos a um lugar do navio onde uma jovem, vestida como nos dias antigos, estava sentada. Comecei a conversar com ela e descobrimos que ela é uma descendente dos primeiros puritanos, e ainda vive em uma vila que mantém as tradições daquele tempo. Ali ela trabalhava como uma atriz e falava conosco como se tivesse acabado de chegar às Américas.  Ela tinha uma Bíblia. Quando perguntei sobre isso ela respondeu: “– Nem todos têm dinheiro para comprar uma Bíblia inteira, então compramos um dos livros que achamos importantes para nós. Este aqui é o livro dos Salmos. Foi um presente que ganhei da minha família antes de vir para cá”.  Pedi a ela se eu poderia ler um Salmo, e ela disse que sim. Lemos o Salmo 51, e como o inglês era muito arcaico, de 1620, ela terminou a leitura para mim, e até nisso meu coração vibrou ao ver o que estava sendo profetizado. Arrependimento.  

Disse a ela que meu nome era Ana, que significa graça. Ela disse que o nome dela era Desire, que significa desejo. Disse que é costume entre eles dar o nome das virtudes, como Fé, Esperança, e o dela era Desejo, desejo por Deus. Isso quase me fez não acreditar no que estava acontecendo. Era muito forte e significativo.  

Ezenete começou a orar, e eu traduzi. Ela imediatamente levantou as mãos para receber, e foi um momento precioso.  Saímos do navio e fomos a uma casinha de madeira, uma loja, onde comprei um prato onde estava escrito: “Give Thanks”, dai graças. Será uma lembrança de oração por este país, com o qual o Senhor tem uma aliança por causa dos antepassados que o consagraram a Deus.

Quando chegaram aqui era inverno, muito frio, rigoroso. Eles agiam por fé e semearam as sementes. Disseram a Deus que se os abençoassem eles consagrariam as primícias, e separariam um dia para Ações de Graças. E o Senhor os escutou. E o Senhor construiu uma grande nação a partir deles. Todos os anos, em 24 de Novembro, esta nação pára para agradecer. As famílias se reúnem e comem juntas e dão graças ao Senhor.  

É certo que os EUA precisa voltar para o Deus dos seus antepassados. E foi essa a Palavra que o Senhor nos deu. Isaías 51, Neemias 9:32-37. Palavras de arrependimento e retorno, despertamento para voltar ao Senhor e consagração principalmente das finanças a Deus (pois Mamom se tornou o deus deste país, e toda sorte de imundície e degradação tem assolado este povo e esta terra). E foi isso que fizemos diante do monumento que foi construído ao redor da pedra que marca a chegada dos puritanos.

É uma rocha, partida e restaurada, que fica na praia. Provavelmente eles amarravam seus barquinhos nela para chegarem até a praia. Ali, ajoelhamos e oramos, e choramos por esta nação. O Senhor nos guiou em cada palavra. Era o Brasil abençoando os EUA. Pagando a dívida de amor por tantos missionários que se deram em nosso país e em todo o mundo (trouxeram o Evangelho, o movimento pentecostal, a renovação espiritual entre os batistas nacionais, e ainda hoje são o maior contingente e sustento financeiro missionário do planeta) Há muito o que se arrepender, mas há muito que se aprender aqui também. E nós ali, prostrados naquele chão molhado pela chuva (só choveu ontem! Sinal de Deus para nós!), abençoamos e clamamos: “USA, volta para o primeiro amor!” E a glória de sua restauração será maior que a dos primeiros dias. E o Senhor fortalecerá seu remanescente nessa nação, que geme e ora por esta restauração.  Havia várias pessoas ali. Em um determinado momento ouvi o silêncio, e pensei que haviam ido embora. Mas a Zê viu que as pessoas passaram a respeitar e a entender o que estávamos fazendo e quando comecei a cantar duas mulheres e um homem choraram, e ao saírem, levantando as mãos, bateram nos ombros da Zê como se dissessem que aprovavam nosso ato.  

A canção que o Senhor me direcionou a proclamar foi “Tudo vem de Ti, Senhor, e das Tuas próprias mãos de damos (ação de graças). Quem há semelhante a Ti? E a quem pode ser comparado? Deus que tudo fez, tudo é Teu” numa declaração de que este país e tudo o que nele há, todos os que nele habitam pertencem ao Senhor. E depois, passei a cantar em inglês um cântico espontâneo abençoando a América e declarando o Reinado do Senhor. Foi muito precioso.  Ao irmos embora, dei uma entrevista em uma rádio, e o Senhor me levou a compartilhar, a publicar o que havia sido feito, selando aquele momento. Mal pude me conter quando o entrevistador chamou uma pausa e tocou a música “Tudo vem de Ti”, confirmando o que o Senhor estava realizando naquela tarde. Aleluia.  

Ali, na porta de entrada desta nação, consagrei minha vida ao Senhor mais uma vez, e a voz profética que me deu, para que use para liberar Seu Rio, que corre do trono, do Trono dos louvores do Seu povo, para a cura dos povos, para a cura desta nação. E à noite, no culto, o rompimento foi real. A cura foi liberada.  Sei que não somos os únicos, mas a nós cabe uma parte importante nesta restauração.

Obrigada, Senhor, por me mostrar parte do Teu lindo plano, que passa por vales e altas montanhas, oásis em desertos, primaveras e invernos, mas que certamente irá se cumprir. Eu sou totalmente Tua. Usa-me, e a minha família, como quiseres. 

Já compartilhei tudo isso com o Gustavo, e ele esteve orando todo o tempo durante nosso ato profético em Plymouth. Nossa vida está nas mãos do Senhor. Amém. 

…Oramos por um irmão mexicano que estava todo o tempo em Boston conosco, e ele nos abençoou, pois esta nação também fala espanhol, e o Senhor tem aberto as portas e os corações dos hispanos. Aleluia. 

… Agora me preparo para o culto desta noite. Certamente grandes coisas o Senhor fará nas vidas, que clamam por socorro, e nós rasgaremos os céus desta cidade, desta nação, enquanto O adoramos.